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Mãe pede justiça após o filho guarda-vidas sofrer injúria racial em praia de Ubatuba

Segundo a Polícia Civil, testemunhas presenciaram as agressões contra guarda-vidas já imobilizados, inclusive com possíveis ofensas raciais chamando-o de “macaco”. O caso será investigado

A mãe do guarda-vidas que sofreu injúria racial na Praia Grande, em Ubatuba, publicou um vídeo no Instagram pedindo justiça. O caso aconteceu nesta quinta-feira (8), por volta das 11h30.

Histórico da ocorrência

A Polícia Civil investiga uma briga envolvendo o guarda-vidas e uma família. Uma mulher de 36 anos chegou a ser presa suspeita de ter sido racista contra um dos guarda-vidas, que afirma que foi chamado de “macaco”. Ela segue detida nesta sexta-feira (9).

De acordo com o boletim de ocorrência, uma mulher acionou a Polícia Militar alegando que uma criança estaria desaparecida. Segundo ela, teria solicitado auxílio aos guarda-vidas, mas não teria sido atendida.

Após orientações policiais, a criança foi localizada – ocasião em que se iniciou um desentendimento entre ela, familiares e guarda-vidas, evoluindo para agressões físicas mútuas.

A equipe policial não presenciou o início da briga, mas encontrou um tumulto, sendo necessário conter e algemar um dos guarda-vidas até a chegada de apoio.

Os guarda-vidas declararam que, no momento em que a mulher solicitou ajuda, estavam empenhados em atendimento de salvamento no mar, motivo pelo qual não puderam atendê-la de imediato.

Eles também disseram que passaram a ser ofendidos verbalmente pela mulher e seus familiares, inclusive com xingamentos de cunho racial, o que culminou em agressões físicas. Informaram ainda que, mesmo após a intervenção policial e já algemado, um deles teria sido agredido.

A mulher e seus familiares relataram que o conflito teve início após a suposta recusa de ajuda por parte dos guarda-vidas, que teriam passado a ofendê-la verbalmente, ocasionando discussão e agressão física. Negaram a prática de injúria racial, afirmando que apenas revidaram ofensas pessoais.

Testemunhas presenciaram as agressões contra guarda-vidas já imobilizados, inclusive com possíveis ofensas raciais chamando-o de “macaco”. Outras pessoas relataram apenas agressões contra os guarda-vidas, sem terem presenciado o início da confusão ou ouvido ofensas de cunho racial.

Foto: Reprodução

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