quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Vigilância Sanitária suspende mutirão de cirurgias de catarata no HMUT em Taubaté

Cirurgias permanecerão suspensas até que as exigências sejam atendidas e a documentação seja analisada e validada

Vigilância Sanitária suspende mutirão de cirurgias de catarata no HMUT em Taubaté
Vigilância Sanitária suspende mutirão de cirurgias de catarata no HMUT em Taubaté AquiVale/Imagens

A Vigilância Sanitária de Taubaté determinou, nesta sexta-feira (3), a suspensão das cirurgias de catarata previstas para ocorrer entre os dias 9 e 30 de julho no Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT), por meio de um mutirão.

A medida foi adotada após fiscalização realizada no hospital. Em documento obtido pela reportagem, o órgão aponta a necessidade de adequações em procedimentos e na documentação apresentada pelo Grupo Chavantes, responsável pela gestão da unidade.

Entre as irregularidades citadas estão a ausência de informações sobre a manutenção preventiva dos equipamentos que seriam utilizados no mutirão, falhas nos procedimentos de triagem e atendimento dos pacientes, além da necessidade de aprimorar a identificação dos usuários e garantir o cumprimento dos protocolos de higienização entre os atendimentos.

Segundo a Vigilância Sanitária, as cirurgias permanecerão suspensas até que as exigências sejam atendidas e a documentação seja analisada e validada pelo órgão.

A decisão ocorre em meio ao impasse entre a Prefeitura de Taubaté e o Grupo Chavantes. Na última terça-feira (30), a administração municipal anunciou que não irá renovar o contrato de gestão da entidade, que se encerra em 1º de agosto.

Em nota, o Grupo Chavantes criticou a suspensão do mutirão e afirmou que a medida representa uma retaliação por parte da Prefeitura. A entidade informou que mais de mil pacientes seriam beneficiados pela iniciativa, criada para reduzir a fila de espera por cirurgias de catarata no município.

O grupo destacou ainda que as consultas de avaliação pré-operatória já estavam em andamento e que os procedimentos seriam realizados em estrutura ambulatorial preparada para oferecer segurança e conforto aos pacientes.

A entidade também afirmou que o HMUT realiza, em média, mais de 750 cirurgias por mês sem registros de apontamentos sanitários anteriores e argumentou que não haveria justificativa técnica para interromper o mutirão. Segundo o Grupo Chavantes, a ação seria financiada por uma emenda parlamentar de R$ 1,8 milhão, destinada à realização dos procedimentos.

Por sua vez, a Prefeitura de Taubaté informou que o mutirão não foi cancelado. De acordo com o município, as triagens dos pacientes continuam normalmente, enquanto as cirurgias serão realizadas após o cumprimento das adequações exigidas pela Vigilância Sanitária.

A administração municipal ressaltou que as inspeções fazem parte dos protocolos de segurança para procedimentos de saúde e afirmou que acompanha a implementação das medidas necessárias para garantir a regularidade e a segurança dos atendimentos.

Foto: Prefeitura de Taubaté

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