sábado, 7 de novembro de 2026
ciência

USP estuda fibras de pitanga e cambuci e identifica efeito em células de câncer

Testes em laboratório identificaram redução de até 90% na viabilidade das células expostas a fibras da pitanga. Pesquisa ainda está em fase inicial e não comprova efeitos contra o câncer em pessoas.

USP estuda fibras de pitanga e cambuci e identifica efeito em células de câncer
Foto: Reprodução

Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) identificou resultados promissores no estudo de fibras extraídas de duas frutas brasileiras: pitanga e cambuci. Em experimentos realizados em laboratório, as substâncias reduziram a viabilidade de células de câncer colorretal.

Os melhores resultados foram observados com as fibras da pitanga, que chegaram a reduzir em até 90% a viabilidade das células. No caso do cambuci, a diminuição variou entre 20% e 60%.

O estudo analisou principalmente as pectinas, fibras solúveis presentes na polpa das frutas. Para avaliar os efeitos, os pesquisadores expuseram células cancerígenas a diferentes concentrações dessas substâncias e observaram os resultados após 24, 48 e 72 horas.

A pesquisa é coordenada pelo professor João Paulo Fabi, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, e faz parte de um projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Alimentos Funcionais (INCT FoRC).

Pesquisa ainda está em fase inicial

Apesar dos resultados, os pesquisadores alertam que os testes foram realizados apenas em culturas de células, em ambiente de laboratório. Até o momento, não foram feitos experimentos em animais ou seres humanos, e os resultados ainda não foram publicados em revista científica.

Por isso, a descoberta não significa que consumir pitanga ou cambuci possa prevenir ou tratar o câncer.

As próximas etapas da pesquisa devem investigar como as fibras atuam nas células e quais mecanismos estão envolvidos na redução da viabilidade celular.

Além de ampliar o conhecimento sobre os efeitos dessas substâncias, a equipe também estuda formas de aproveitar as frutas brasileiras na produção de alimentos.

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