Pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, desenvolveram uma pílula anticoncepcional masculina sem hormônios, com efeito temporário e proposta de uso antes da relação sexual. O medicamento atua diretamente nos espermatozoides e poderá impedir sua movimentação por um período estimado de seis a oito horas.
A substância bloqueia a ação da adenilato ciclase solúvel (sAC), uma enzima necessária para que os espermatozoides consigam se movimentar. Sem essa atividade, eles ficam temporariamente imóveis, o que impede seu deslocamento em direção ao óvulo.
Em testes realizados com camundongos, a estratégia apresentou resultados que indicaram a reversibilidade do efeito. Após o término da ação do medicamento, a função reprodutiva foi restabelecida.
O anticoncepcional, no entanto, ainda está em fase de pesquisa e não pode ser encontrado nas farmácias. A próxima etapa prevista é o início dos testes clínicos em humanos, começando pela fase 1, que avalia principalmente a segurança da substância. Depois, serão necessários novos estudos para verificar a eficácia, os efeitos colaterais e a segurança do uso.
Atualmente, as principais opções contraceptivas masculinas são o preservativo e a vasectomia. Caso avance nas etapas de pesquisa e receba aprovação dos órgãos reguladores, a nova pílula poderá ampliar as alternativas de prevenção da gravidez, com a possibilidade de um método masculino de curta duração e reversível.
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