quinta-feira, 9 de julho de 2026
SÃO PAULO

Justiça solta 2 suspeitos por morte de jovem durante salto de rope jump em SP

Maria Eduarda morreu ao ser lançada da Ponte do Esqueleto sem que a corda de segurança estivesse conectada ao equipamento preso ao seu corpo

Justiça solta 2 suspeitos por morte de jovem durante salto de rope jump em SP
Justiça solta 2 suspeitos por morte de jovem durante salto de rope jump em SP AquiVale/Imagens

A Justiça determinou a soltura de dois suspeitos investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada sem a corda de segurança durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada após a conclusão de que não havia indícios suficientes para responsabilizá-los pelo crime.

Os dois homens, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, estavam presos temporariamente desde o dia 20 de junho.

Na decisão, a Justiça destacou que as provas reunidas durante a investigação não demonstraram elementos suficientes de autoria em relação aos investigados, motivo pelo qual eles não foram indiciados e tiveram as prisões revogadas.

Apesar da soltura, outras quatro pessoas continuam presas e foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo. Três delas respondem por homicídio qualificado com dolo eventual — quando o investigado assume o risco de provocar a morte —, enquanto a quarta, apontada como organizadora da atividade, também foi denunciada por fraude processual. Segundo a acusação, ela teria tentado eliminar provas após o acidente.

De acordo com a denúncia, Maria Eduarda morreu ao ser lançada da chamada Ponte do Esqueleto sem que a corda de segurança estivesse conectada ao equipamento preso ao seu corpo.

A queda, de aproximadamente 30 metros, provocou politraumatismo fatal. O Ministério Público afirma que os responsáveis deixaram de cumprir procedimentos básicos de segurança, como a conferência da conexão da corda e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

A Promotoria também sustenta que a empresa responsável pela atividade explorava comercialmente o rope jump sem um gerenciamento adequado de riscos, além de apontar supostas irregularidades, como a ausência de seguro de responsabilidade civil e de protocolos formais de segurança para os participantes.

Agora, caberá à Justiça decidir se recebe a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Caso isso ocorra, os quatro denunciados passarão oficialmente à condição de réus e responderão a uma ação penal, que poderá culminar em julgamento pelo Tribunal do Júri.

Foto: Reprodução

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu Comentário

Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.