quarta-feira, 4 de novembro de 2026
taubaté

Vereador usa símbolo da perseguição nazista aos judeus para criticar vacinação

Alberto Barreto (PRD) participou de sessão da Câmara com camiseta que trazia uma estrela amarela de seis pontas e a inscrição “não vacinado”.

Vereador usa símbolo da perseguição nazista aos judeus para criticar vacinação
Foto: Reprodução/ TV Câmara

O vereador Alberto Barreto (PRD), de Taubaté, chamou a atenção durante a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (3) ao usar uma camiseta com uma estrela amarela de seis pontas e a inscrição “não vacinado”.

O símbolo remete à Estrela de Davi que, durante o regime nazista, foi imposta aos judeus como forma de identificação e perseguição. A medida fazia parte da política de segregação adotada pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, que terminou com o assassinato de cerca de 6 milhões de judeus no Holocausto.

A mesma associação visual foi utilizada por grupos antivacina durante a pandemia de Covid-19, em manifestações contra a exigência do passaporte sanitário. Na ocasião, o uso da estrela amarela foi criticado por organizações de combate ao antissemitismo, que consideraram a comparação desrespeitosa à memória das vítimas do nazismo.

Durante a sessão, Barreto também se manifestou contra três moções de repúdio apresentadas pelo vereador Isaac do Carmo (PT). As propostas tratam de perseguições, ameaças e ataques a lideranças indígenas, comerciantes, prestadores de serviços e empresas associados à esquerda.

“É sempre assim: quando é direita, é crime. Quando é esquerda, é liberdade de expressão. Eu sou a favor da liberdade”, afirmou o vereador.

Questionado pelo portal OVALE, Alberto Barreto disse que confeccionou a camiseta durante a pandemia e que a inscrição “não vacinado” tinha o objetivo de alertar sobre o surgimento de regimes totalitários.

O parlamentar afirmou que não pretendeu estabelecer uma comparação direta com o extermínio de judeus, mas chamar a atenção para processos de identificação, estigmatização e segregação que, segundo ele, podem anteceder a restrição das liberdades individuais.

Em sua justificativa, Barreto relacionou o uso do símbolo à crítica à exigência do passaporte sanitário durante a pandemia.

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