O vereador Alberto Barreto (PRD), de Taubaté, chamou a atenção durante a sessão da Câmara Municipal desta terça-feira (3) ao usar uma camiseta com uma estrela amarela de seis pontas e a inscrição “não vacinado”.
O símbolo remete à Estrela de Davi que, durante o regime nazista, foi imposta aos judeus como forma de identificação e perseguição. A medida fazia parte da política de segregação adotada pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, que terminou com o assassinato de cerca de 6 milhões de judeus no Holocausto.
A mesma associação visual foi utilizada por grupos antivacina durante a pandemia de Covid-19, em manifestações contra a exigência do passaporte sanitário. Na ocasião, o uso da estrela amarela foi criticado por organizações de combate ao antissemitismo, que consideraram a comparação desrespeitosa à memória das vítimas do nazismo.
Durante a sessão, Barreto também se manifestou contra três moções de repúdio apresentadas pelo vereador Isaac do Carmo (PT). As propostas tratam de perseguições, ameaças e ataques a lideranças indígenas, comerciantes, prestadores de serviços e empresas associados à esquerda.
“É sempre assim: quando é direita, é crime. Quando é esquerda, é liberdade de expressão. Eu sou a favor da liberdade”, afirmou o vereador.
Questionado pelo portal OVALE, Alberto Barreto disse que confeccionou a camiseta durante a pandemia e que a inscrição “não vacinado” tinha o objetivo de alertar sobre o surgimento de regimes totalitários.
O parlamentar afirmou que não pretendeu estabelecer uma comparação direta com o extermínio de judeus, mas chamar a atenção para processos de identificação, estigmatização e segregação que, segundo ele, podem anteceder a restrição das liberdades individuais.
Em sua justificativa, Barreto relacionou o uso do símbolo à crítica à exigência do passaporte sanitário durante a pandemia.
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