quarta-feira, 16 de setembro de 2026
JUSTIÇA

Moraes para Mendonça: “está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país”

Plenário do STF analisa relatório da PF que aponta uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro

Moraes para Mendonça: “está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país”

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), bateram boca durante o julgamento na Suprema Corte nesta terça-feira (15).

O plenário julga o caso que envolve a discussão sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontadas em investigação da PF (Polícia Federal).

O embate começou depois de Moraes dizer que há testemunhas de que Mendonça teria pedido a inclusão de seu nome na investigação do caso Master. O ministro foi interrompido pelo colega, que repetiu "mentira, mentira, mentira". Na sequência, Moraes acusou Mendonça de integrar um grupo que "tentou dar um golpe no país".

Moraes disse que pode apresentar testemunhas, incluindo advogados, para confirmar a versão sobre a atuação de Mendonça. Após ser contestado pelo colega, defendeu que essas pessoas fossem convocadas para prestar depoimento.

Moraes ainda afirmou que Mendonça "está a serviço" de um grupo político que, segundo ele, "quis dar um golpe nesse país".

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

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