Em uma votação marcada por forte tensão política, o Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O placar final foi de 42 contrários, 34 favoráveis e 1 abstenção, configurando uma derrota significativa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A última vez que uma indicação para o Supremo foi rejeitada foi há 132 anos. Para a aprovação de Messias eram necessários ao menos 41 votos a favor, dos 79 senadores presentes.
A decisão ocorre após a sabatina do indicado, etapa obrigatória do processo de escolha de ministros da Suprema Corte. De acordo com as regras constitucionais, cabe ao Senado aprovar ou rejeitar o nome indicado pelo presidente da República.
O resultado surpreendeu parte dos aliados do Planalto e expôs fragilidades na articulação política do governo no Congresso Nacional. A rejeição de um indicado ao STF é considerada um fato raro na história recente, o que amplia o peso político do episódio.
Com a rejeição, Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga no STF.
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