O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visitou nesta segunda-feira (13) o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, onde conheceu a UGEE1000BR, a primeira unidade brasileira de geração de energia elétrica equipada com uma turbina a gás totalmente desenvolvida no país e movida a etanol hidratado. A agenda marcou a terceira visita de Lula ao município desde o início do atual mandato.
Durante a visita, o presidente acompanhou a apresentação do equipamento, considerado um marco da engenharia nacional por reunir tecnologia desenvolvida integralmente pela Força Aérea Brasileira (FAB), desde o projeto da turbina até os sistemas de controle e integração. A iniciativa busca ampliar a utilização de combustíveis renováveis e reduzir a dependência de tecnologias importadas.
Tecnologia brasileira e sustentável
A UGEE1000BR foi desenvolvida para gerar energia elétrica utilizando etanol hidratado como combustível. O sistema tem capacidade de produzir cerca de 1 megawatt (MW) de potência, suficiente para abastecer aproximadamente 3,6 mil residências, segundo os desenvolvedores.
Embora seja classificada como uma turbina a gás, o equipamento utiliza o etanol em sua câmara de combustão para produzir gases de alta temperatura que movimentam a turbina e acionam um gerador elétrico.
Todo o conjunto foi instalado em contêineres transportáveis, permitindo sua utilização em comunidades isoladas, hospitais de campanha, operações militares, regiões atingidas por desastres naturais e outras situações que exijam geração rápida de energia.
São José reforça protagonismo tecnológico
A visita presidencial também reforça o papel de São José dos Campos como um dos principais polos brasileiros de pesquisa, desenvolvimento aeroespacial e inovação.
O município abriga instituições estratégicas como o DCTA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), além de empresas de destaque nos setores aeronáutico, espacial e de defesa.
Para o governo federal e os responsáveis pelo projeto, a nova turbina representa um avanço estratégico ao unir tecnologia nacional, uso de combustível renovável e potencial para aplicações civis e militares, fortalecendo a autonomia tecnológica brasileira.
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