O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na quinta-feira (17), durante agenda em Montes Claros (MG), que canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente para pacientes com obesidade.
A medida ocorre após mais de um ano de uma recomendação para não incorporar esse tipo de medicamento por um comitê de saúde do próprio governo. O motivo foi o impacto calculado, de cerca de R$ 7 bilhões em cinco anos.
O Comitê de Medicamentos do Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) recomendou, em agosto do ano passado, a não incorporação das canetinhas no SUS em razão do alto custo e por dúvidas sobre quanto tempo os pacientes precisarão usar a medicação. A comissão não tem estudos disponíveis sobre o tema neste ano.
Lula, porém, não indicou quando a iniciativa passará a valer, nem mesmo se será neste ou em um eventual quarto mandato.
Em meio ao crescimento do adversário Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais, o petista fez a nova promessa no mesmo dia em que anunciou aumento do Bolsa Família.
“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que
tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher
tem problema de se curar”, disse o petista durante uma visita ao Complexo
Industrial da Eurofarma.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou que o tratamento será oferecido “de forma responsável” na rede pública. Ainda não há detalhes específicos sobre os critérios de elegibilidade para receber o tratamento no SUS, algo que vai depender de regulamentação posterior.
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