sexta-feira, 18 de setembro de 2026
política

Crise no STF prejudica mais Lula do que Flávio, diz AtlasIntel/Bloomberg

Pesquisa mostra que 20,9% dos entrevistados consideram que a crise prejudica mais Flávio Bolsonaro; levantamento ouviu 5.018 pessoas

Crise no STF prejudica mais Lula do que Flávio, diz AtlasIntel/Bloomberg

A crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é considerada mais prejudicial à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 49,5% dos entrevistados na nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (17) e ouviu 5.018 eleitores entre os dias 11 e 16 de setembro.

Na mesma pergunta, 20,9% dos entrevistados afirmaram que a crise prejudica mais a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 14,4% avaliam que os dois são prejudicados igualmente, enquanto 6,7% disseram que a crise não prejudica nenhum dos dois.

Os números refletem a percepção dos entrevistados sobre o impacto eleitoral da crise e não significam que Lula ou Flávio Bolsonaro sejam apontados como responsáveis pelos fatos que envolvem o STF.

Caso Banco Master divide opiniões

A pesquisa também questionou os entrevistados sobre quais grupos políticos estariam mais envolvidos nas suspeitas de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

Para 41,2%, os principais envolvidos seriam aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Outros 40,2% apontaram aliados de Lula. A diferença de um ponto percentual fica dentro da margem de erro da pesquisa.

Além disso, 13,8% disseram acreditar que os diferentes grupos políticos estão igualmente envolvidos, enquanto 3,4% citaram principalmente o Centrão.

Segundo os dados do levantamento, a percepção sobre o envolvimento dos aliados de Bolsonaro aumentou em relação à pesquisa anterior. Em junho, 36% apontavam esse grupo, enquanto 37,6% citavam aliados de Lula.

Pesquisa

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.018 pessoas entre 11 e 16 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06221/2026.

Foto: Luiz Silveira e Carlos Moura/STF

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