quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Homem é preso vestido de mulher e diz ter matado cerca de 80 pessoas

Suspeito também teria relatado ter cometido o primeiro homicídio aos 13; polícia investiga a declaração e já relaciona o homem a 16 mortes

Homem é preso vestido de mulher e diz ter matado cerca de 80 pessoas

Um homem de 33 anos, investigado por uma série de homicídios na Paraíba, foi preso após tentar fugir vestido com roupas femininas e carregando uma criança no colo, segundo as polícias Civil e Militar. A prisão aconteceu no domingo (13), em Mulungu, no Litoral Norte do estado.

Identificado como Jorlan Lopes da Silva, o suspeito é investigado pela participação em 16 homicídios cometidos em aproximadamente três meses, principalmente na região do Vale do Mamanguape. As informações são da Polícia Civil da Paraíba.

Durante o interrogatório, Jorlan afirmou ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida e disse que teria cometido o primeiro homicídio quando tinha 13 anos.

A polícia, no entanto, ainda não confirmou a quantidade de mortes relatada pelo suspeito e confronta a declaração com provas técnicas, investigações e registros de homicídios.

Segundo o delegado Douglas Garcia, os investigadores já reuniram elementos que relacionam o homem a 16 assassinatos. A polícia também apura outros possíveis crimes atribuídos a ele.

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Entre os casos investigados está o duplo homicídio de dois comerciantes, ocorrido em 1º de agosto, em Rio Tinto. De acordo com a investigação, Jorlan teria participado do crime junto com outros quatro homens.

A polícia também investiga a possível participação dele na morte de uma jovem. O corpo da vítima teria sido localizado depois que o próprio suspeito informou aos investigadores o local onde ela estaria enterrada.

Fuga e prisão

As forças de segurança realizaram uma operação que durou cerca de dois dias para localizar o suspeito. Segundo a polícia, ele foi encontrado durante uma tentativa de fuga, usando vestido e peruca e carregando uma criança de aproximadamente dois anos. A menina não possui parentesco com Jorlan e passa bem, conforme as autoridades. As circunstâncias de como ela foi parar com o suspeito ainda são investigadas.

Ainda segundo a investigação, Jorlan costumava permanecer em regiões de mata, utilizadas também como esconderijo após os crimes. Cerca de 20 dias antes da prisão, uma ação policial em Rio Tinto terminou em confronto e o suspeito conseguiu fugir.

Após a prisão, a Justiça converteu a detenção em prisão preventiva. A investigação continua para esclarecer a participação de Jorlan nos homicídios e verificar a veracidade da afirmação de que teria matado cerca de 80 pessoas.

Foto: Polícia Civil da Paraíba

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