domingo, 8 de novembro de 2026
saúde

EUA aprovam primeiro genérico de injeção que previne o HIV

Medicamento poderá custar US$ 40 por pessoa ao ano em 120 países de baixa e média renda. Aplicado duas vezes por ano, o tratamento apresentou eficácia superior a 99,9% na prevenção do vírus

EUA aprovam primeiro genérico de injeção que previne o HIV
Foto: Reprodução

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) concedeu aprovação provisória à primeira versão genérica do lenacapavir, medicamento injetável utilizado na prevenção do HIV. A decisão, anunciada nesta segunda-feira (2), pode ampliar o acesso à prevenção em países de baixa e média renda.

Produzido pela farmacêutica indiana Dr. Reddy's Laboratories, o genérico terá custo de US$ 40 por pessoa ao ano em 120 países incluídos no acordo de licenciamento. A negociação envolve também a organização internacional de saúde Unitaid.

O lenacapavir é aplicado por meio de duas injeções anuais e apresentou eficácia superior a 99,9% na prevenção do HIV em grandes estudos clínicos. O medicamento é utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP), estratégia que reduz o risco de infecção pelo vírus.

Uma das principais vantagens é a frequência de aplicação. Diferentemente de outras opções de PrEP, que exigem o uso diário de comprimidos, o lenacapavir permite que a pessoa receba apenas duas doses por ano.

Diferença de preço

A versão original do medicamento, desenvolvida pela farmacêutica Gilead, recebeu aprovação da FDA em junho de 2025. Nos Estados Unidos, o preço de tabela chega a aproximadamente US$ 28 mil por pessoa ao ano, antes da cobertura de seguros.

A produção de versões genéricas busca reduzir esse custo e facilitar o acesso ao medicamento em regiões com maior dificuldade de oferta de tratamentos preventivos.

Segundo a Unitaid, mais de 125 mil pessoas em dez países africanos já começaram a utilizar o lenacapavir original, mesmo antes da chegada das versões genéricas.

A aprovação provisória representa mais um passo para ampliar a distribuição do medicamento, mas o acesso dependerá da disponibilização e da implementação nos países contemplados pelo acordo.

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