terça-feira, 7 de julho de 2026
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Vaticano publica documento criticando “cura gay” e fala de inclusão para LGBTQIA+

Texto relata sobre o acolhimento e critica ‘terapias de conversão’; depoimentos foram publicados oficialmente pela Igreja Católica

Vaticano publica documento criticando “cura gay” e fala de inclusão para LGBTQIA+
Vaticano publica documento criticando “cura gay” e fala de inclusão para LGBTQIA+ AquiVale/Imagens

Nesta terça-feira (5), o Vaticano divulgou um documento onde critica de forma direta práticas conhecidas como “terapia da conversão” e a “cura gay”, reconhecendo o papel da Igreja Católica nas dificuldades enfrentadas pela comunidade LGBTQIA +.

O relatório "Critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinárias, pastorais e éticas emergentes” foi produzido a partir do depoimento de fiéis.

Em um trecho do documento do Grupo de Estudo nº 9 do Sínodo dos Bispos é relatado que "Desejamos destacar o seguinte: a solidão, a angústia e o estigma que acompanham as pessoas com atração pelo mesmo sexo e suas famílias, não apenas na sociedade, mas também dentro da Igreja; isso muitas vezes está ligado à tentação de se esconder em uma 'vida dupla'".

Foi a primeira vez que um relatório do Vaticano fala abertamente da orientação sexual de fiéis a partir de depoimentos e que reconhece os erros cometidos pela própria Igreja em relação ao tema.

A publicação aponta ainda que há avanços a serem feitos em relação à diálogos sobre a diversidade e práticas pastorais que busquem o acolhimento à comunidade LGBTQIA +. 

Um fiel não identificado e que participou do relatório, fala do convívio com o marido enquanto católico. "Minha sexualidade não define minha vida, mas é parte intrínseca de mim; sem reconhecê-la, não posso ser completo", diz.

O documento aprovado pelo Papa Leão XVI, propõe uma “mudança de paradigma” na forma como a Igreja enfrenta estes temas, que antes eram considerados como “questões controversas” e que agora são interpretados como  “questões emergentes”, defendendo que o foco deixe de ser apenas a resolução de conflitos e passe para escuta, discernimento e “conversão relacional”.

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