terça-feira, 7 de julho de 2026
POLÍTICA

Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Dino deixe caso Dark Horse

Advogados afirmam que André Mendonça deve relatar pedido de investigação por ser relator do inquérito do Banco Master e para “evitar decisões conflitantes e medidas contraditórias

Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Dino deixe caso Dark Horse
Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Dino deixe caso Dark Horse AquiVale/Imagens

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que a investigação sobre suspeitas de envio de emendas parlamentares à produtora do filme Dark Horse passe a ser conduzida pelo ministro André Mendonça, e não por Flávio Dino.

O pedido foi apresentado depois que Dino autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar o repasse de emendas parlamentares para empresas ligadas à produtora do filme.

Atualmente, Dino é relator de ações que apuram suspeitas de irregularidades no uso de emendas parlamentares por empresas, entidades e organizações. Já Mendonça é responsável por investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro no STF.

Recentemente, Mendonça também recebeu um pedido para apurar possíveis irregularidades no financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso chegou primeiro ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, mas foi redistribuído para Mendonça. Antes de decidir se abre ou não uma investigação, o ministro enviou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve apresentar um parecer.

Enquanto isso, Dino já autorizou a Polícia Federal a avançar nas apurações sobre empresas ligadas à produtora do filme. A investigação faz parte de um inquérito que começou antes do caso Dark Horse vir à tona e apura o repasse de emendas parlamentares por cinco deputados federais para empresas e organizações. Uma das empresas investigadas pertence à mesma empresária responsável pela produtora do filme.

Os advogados de Flávio Bolsonaro afirmam que o caso foi distribuído a Dino porque os deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) apresentaram um pedido de investigação dentro de uma ação já relatada pelo ministro, que trata da transparência na execução de emendas parlamentares.

A defesa também lembra que outro pedido de investigação sobre os repasses à produtora, apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi retirado do gabinete de Dino por determinação de Edson Fachin e redistribuído para André Mendonça. Com esse argumento, os advogados pedem que a mesma medida seja adotada neste caso.

Foto: Reprodução/STF

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