A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que a investigação sobre suspeitas de envio de emendas parlamentares à produtora do filme Dark Horse passe a ser conduzida pelo ministro André Mendonça, e não por Flávio Dino.
O pedido foi apresentado depois que Dino autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar o repasse de emendas parlamentares para empresas ligadas à produtora do filme.
Atualmente, Dino é relator de ações que apuram suspeitas de irregularidades no uso de emendas parlamentares por empresas, entidades e organizações. Já Mendonça é responsável por investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro no STF.
Recentemente, Mendonça também recebeu um pedido para apurar possíveis irregularidades no financiamento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso chegou primeiro ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, mas foi redistribuído para Mendonça. Antes de decidir se abre ou não uma investigação, o ministro enviou o pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR), que deve apresentar um parecer.
Enquanto isso, Dino já autorizou a Polícia Federal a avançar nas apurações sobre empresas ligadas à produtora do filme. A investigação faz parte de um inquérito que começou antes do caso Dark Horse vir à tona e apura o repasse de emendas parlamentares por cinco deputados federais para empresas e organizações. Uma das empresas investigadas pertence à mesma empresária responsável pela produtora do filme.
Os advogados de Flávio Bolsonaro afirmam que o caso foi distribuído a Dino porque os deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) apresentaram um pedido de investigação dentro de uma ação já relatada pelo ministro, que trata da transparência na execução de emendas parlamentares.
A defesa também lembra que outro pedido de investigação sobre os repasses à produtora, apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi retirado do gabinete de Dino por determinação de Edson Fachin e redistribuído para André Mendonça. Com esse argumento, os advogados pedem que a mesma medida seja adotada neste caso.
Foto: Reprodução/STF
Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu Comentário
Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.