A Suprema Corte dos Estados Unidos liberou temporariamente o governo Trump a deter imigrantes com base na raça ou no idioma que falam, como espanhol ou inglês com sotaque.
A decisão suspende uma ordem da juíza Maame Frimpong, de Los Angeles, que proibira abordagens sem "suspeita razoável" de que a pessoa estivesse ilegalmente no país. A ação foi movida por um grupo de latinos, incluindo cidadãos americanos, que relataram abordagens abusivas e humilhantes por agentes do ICE.
Segundo os processos, indivíduos de outras raças eram frequentemente parados e questionados sobre sua origem, inclusive tendo que informar o nome de hospitais onde nasceram. A juíza Frimpong considerou essas práticas uma violação da Quarta Emenda, que protege contra buscas e detenções injustificadas.
Apesar disso, a Suprema Corte, com maioria conservadora, liberou a continuidade das políticas de fiscalização do governo Trump, enquanto três juízes liberais discordaram publicamente da decisão.
A medida mais recente nesse contexto ocorreu na quinta-feira (4), quando 475 trabalhadores foram presos em uma fábrica de baterias da Hyundai, na Geórgia, por supostas irregularidades de visto e autorização de trabalho. Muitos detidos tinham apenas vistos temporários de turismo ou negócios, e a operação interrompeu as obras da fábrica, considerada um dos maiores investimentos da montadora coreana nos EUA.
O governo defende que a ação busca proteger empregos de cidadãos americanos, garantir cumprimento das leis e coibir exploração de trabalhadores estrangeiros. Críticos, no entanto, classificam a operação como intimidação política que afeta imigrantes e suas comunidades, apontando o impacto social e humano das detenções em massa.
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