domingo, 4 de outubro de 2026
ciência

Satélite brasileiro leva nomes de pessoas que morreram para o espaço

A proposta é enviar os nomes de pessoas falecidas ao equipamento como uma forma simbólica de homenagear quem deixou saudade

Satélite brasileiro leva nomes de pessoas que morreram para o espaço

Um projeto criado pelo artista brasileiro Edson Pavoni permite que pessoas homenageiem familiares e amigos que já morreram por meio do envio de seus nomes ao espaço. Batizado de Templo Orbital, o satélite foi lançado na última quinta-feira (1º), pela SpaceX, empresa espacial norte-americana, a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, nos Estados Unidos.

A iniciativa une tecnologia, arte e memória e permite que o público participe gratuitamente. A proposta é enviar os nomes de pessoas falecidas ao equipamento como uma forma simbólica de homenagear quem deixou saudade.

Os nomes não serão exibidos fisicamente na estrutura do satélite. Eles serão transmitidos por rádio durante as passagens do equipamento sobre uma estação terrestre instalada em Ouro Branco, em Minas Gerais.

A comunicação será feita pela UaiLabs, startup incubada no Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). Após o envio do nome ao satélite, a pessoa responsável pela homenagem receberá um e-mail de confirmação de que o registro foi armazenado.

O satélite deve permanecer em órbita por aproximadamente quatro anos, período em que poderá receber novas homenagens. O projeto dá continuidade ao trabalho de Pavoni com a memória e o luto. Durante a pandemia, ele também criou o Memorial Inumeráveis, iniciativa que registrou histórias de pessoas que morreram em decorrência da Covid-19.

A participação é gratuita e pode ser feita pela internet. Basta acessar o site oficial do projeto, preencher o cadastro com o nome da pessoa que deseja homenagear e enviar as informações solicitadas.

O cadastro está disponível no site do Templo Orbital. Os nomes enviados ficam em uma fila até que o satélite passe pela estação terrestre em Minas Gerais.

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