O avanço das chamadas canetas emagrecedoras já começa a provocar mudanças no setor de moda. A Riachuelo informou que tem registrado aumento na demanda por peças menores e, por isso, reduziu em cerca de 5% a modelagem de parte das roupas vendidas pela rede. A empresa afirma que tamanhos PP e P têm saído mais rapidamente das araras, enquanto peças G e GG passaram a sobrar com mais frequência.
A mudança foi relatada pela diretora de marketing da varejista, Cathyelle Schroeder, durante um evento promovido pela Pague Menos e pelo Itaú BBA. Segundo a executiva, a alteração já é percebida em produtos do dia a dia, como camisetas, que tiveram redução média de 4% na grade de tamanhos.
De acordo com a empresa, o fenômeno está relacionado à popularização dos medicamentos à base de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras. Embora o acesso ainda esteja concentrado em uma parcela menor da população, a varejista afirma que já observa mudanças no comportamento dos consumidores.
Projeções do setor apontam para uma retração de quase 6% no mercado de moda plus size em 2026, após anos de crescimento. Ao mesmo tempo, a perda de peso tem impulsionado a renovação do guarda-roupa. Segundo dados citados pela executiva, cerca de 80% das pessoas que emagrecem significativamente precisam comprar roupas novas, e mais da metade já fez alguma compra para substituir peças antigas.
Um estudo da consultoria Strategy& aponta que o mercado brasileiro de medicamentos GLP-1 deve crescer de US$ 2 bilhões em 2025 para US$ 9 bilhões até 2030. A pesquisa também indica que os usuários desses medicamentos tendem a direcionar mais recursos para áreas como saúde, beleza e bem-estar, alterando hábitos de consumo em diversos setores da economia.
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