segunda-feira, 31 de agosto de 2026
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Professor de Taubaté é homenageado com nome de nova espécie de borboleta

A descrição oficial da Malaveria voltolinii foi publicada na revista científica Austral Entomology, tornando o registro formal

Professor de Taubaté é homenageado com nome de nova espécie de borboleta

Uma espécie rara de borboleta descoberta na Serra do Papagaio, em Minas Gerais, recebeu o nome de um professor de Taubaté. A Malaveria voltolinii foi batizada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em homenagem ao biólogo e professor Julio César Voltolini, da Universidade de Taubaté (Unitau), que atua há mais de 30 anos na área.

A escolha do nome também está ligada à trajetória do biólogo Augusto Henrique Batista Rosa, responsável pela descoberta. Ele foi aluno de Voltolini durante a graduação em Ciências Biológicas na Unitau e posteriormente seguiu carreira na pesquisa de borboletas.

A nova espécie foi encontrada em 2021, durante uma pesquisa na Serra do Papagaio, região montanhosa que faz parte da Serra da Mantiqueira. O local possui áreas de altitude e ambientes preservados da Mata Atlântica, que abrigam uma grande variedade de espécies.

Após a descoberta, os pesquisadores realizaram estudos para verificar se a borboleta já havia sido registrada pela ciência. As análises confirmaram que as características do inseto eram diferentes das espécies conhecidas, levando à identificação de uma nova espécie.

A descrição oficial da Malaveria voltolinii foi publicada na revista científica Austral Entomology, tornando o registro formal.

A borboleta vive principalmente em áreas de brejo com vegetação de capim próximas às bordas de matas em regiões de altitude. Além da Serra do Papagaio, há registros em outras áreas montanhosas da Serra da Mantiqueira e da Serra da Bocaina.

A distribuição restrita e a necessidade de ambientes específicos estão entre os fatores que fazem com que a espécie seja considerada rara. A descoberta também reforça a importância da preservação das áreas de altitude da Mata Atlântica, que podem abrigar espécies ainda pouco conhecidas.

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