O caso do passageiro que foi parcialmente sugado para fora da janela de um avião durante um voo internacional voltou a chamar a atenção para um dos episódios mais marcantes da aviação brasileira.
O incidente reacendeu a lembrança da tragédia ocorrida em 1997, quando o engenheiro Fernando Caldeira de Moura Campos, de 38 anos, foi ejetado de uma aeronave durante um voo da TAM e morreu.
Fernando havia embarcado em São José dos Campos com destino à capital paulista. A aeronave, um Fokker 100, fazia a rota entre Vitória (ES) e São Paulo, com escala na cidade do Vale do Paraíba.
Cerca de dez minutos após a decolagem de São José, uma explosão abriu um rombo de aproximadamente dois metros na fuselagem, provocando a ejeção do passageiro.
O corpo foi encontrado em uma área rural de Suzano, na Grande São Paulo. O avião conseguiu pousar em segurança no Aeroporto de Congonhas, e os demais ocupantes não sofreram ferimentos graves.
Na época, cerca de 60 pessoas estavam a bordo. As investigações apontaram como principal suspeito um professor, acusado de transportar um artefato explosivo que teria causado a explosão. No entanto, o caso nunca teve um desfecho judicial.
Dias após o acidente, o suspeito foi atropelado por um ônibus e ficou em estado vegetativo, o que levou à suspensão do processo. Em 2023, a Justiça Federal declarou extinta a punibilidade e arquivou o caso.
Fernando Caldeira de Moura Campos era engenheiro, empresário do setor aeronáutico e diácono de uma igreja evangélica em São José dos Campos. Casado e pai de duas filhas pequenas, ele era conhecido por prestar serviços à indústria aeronáutica, especialmente à Embraer.
A tragédia permanece como um dos acidentes mais lembrados da aviação nacional e voltou ao debate após um novo episódio de despressurização registrado em um voo internacional.
Foto: Reprodução/TV Diário
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