segunda-feira, 6 de julho de 2026
GUARATINGUETÁ

Padre é acusado de importunar filhas do próprio primo em Guaratinguetá

Arquidiocese de Aparecida informou que sacerdote foi afastado das funções após denúncias

Padre é acusado de importunar filhas do próprio primo em Guaratinguetá
Padre é acusado de importunar filhas do próprio primo em Guaratinguetá AquiVale/Imagens

Foi divulgado no último sábado (4), que um pai de duas meninas, de 15 e 12 anos, abriu boletim de ocorrência nas delegacias de Paraty (RJ) e Lagoinha (SP) denunciando o padre Marcelo Mota, ex-pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Lagoinha, que foi a afastado das funções pela Arquidiocese de Aparecida.

O homem contou que o sacerdote é seu primo e por isso, sempre teve contato com suas filhas e que em dezembro do ano passado, sua filha de 15 anos foi com o acusado acampar em Paraty. O padre possui um trailer e convidou suas duas filhas para a viagem. “A menor começou a chorar e disse que não queria ir, mas a do meio concordou em fazer a viagem. Nós deixamos porque ela já era acostumada a viajar com ele e outras crianças”.

Na noite do dia 9 de dezembro, segundo o pai, a menor foi jantar em um restaurante de Paraty com o padre e depois voltou para o acampamento. O religioso ofereceu uma cerveja para a menina que aceitou, mas só tomou um gole porque achou muito amarga a bebida e foi dormir. “Quando foi por volta da 1h, ela acordou com padre em cima dela, passando as partes íntimas no seu corpo. Ela se mexeu e ele fingiu que estava dormindo”.

A menor se levantou e foi ao banheiro do acampamento onde encontrou uma vizinha de camping e contou o que tinha acontecido. Ela chamou o responsável pelo local, que ofereceu para levar a menina para o hospital.

Ainda de acordo com relatos do pai, a menina contou o que tinha acontecido para os funcionários, que acionaram a Polícia Militar. O padre foi detido e levado para a delegacia.

Na delegacia, a menor e o padre prestaram depoimento. “Eles recolheram as roupas dele e dela e o celular dele também. Foi registrado o boletim de ocorrência por estupro de vulnerável”, informou o pai.

O segundo boletim de ocorrência foi registrado na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Guaratinguetá. Segundo Mota, a medida foi tomada porque ao chegar em casa e contar o que tinha acontecido com a filha, a caçula disse que também havia sido abusada pelo padre.

Em nota, a Arquidiocese de Aparecida informou que em nove de dezembro de 2025, o padre Marcelo Motta, então pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Lagoinha, foi autuado na Delegacia de Polícia de Paraty-RJ, sob a acusação de importunação sexual a uma menor com 15 anos.

O texto afirma que a Comissão de Tutela de Vulneráveis da Arquidiocese de Aparecida foi acionada e os procedimentos canônicos foram tomados. “O então arcebispo de Aparecida seguiu a orientação da Igreja afastando imediatamente o padre Marcelo Motta de suas responsabilidades canônicas, comunicando-o de que estava suspenso ‘ad cautelam’ do uso de ordem”.

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