quarta-feira, 15 de julho de 2026
Saúde

OMS declara emergência de saúde pública internacional por surto de ebola na África

OMS elevou o nível de alerta após avanço de casos na República Democrática do Congo e em Uganda; mais de 80 mortes já foram registradas

OMS declara emergência de saúde pública internacional por surto de ebola na África
OMS declara emergência de saúde pública internacional por surto de ebola na África AquiVale/Imagens

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional por causa do novo surto de ebola registrado na República Democrática do Congo e em Uganda, na África.

O anúncio foi feito neste domingo (17), diante do avanço rápido da doença e da preocupação com a possibilidade de disseminação para outros países.

Segundo autoridades de saúde, o surto é provocado pela cepa Bundibugyo do vírus ebola, considerada rara e mais difícil de controlar, já que atualmente não existem vacinas ou tratamentos aprovados especificamente para essa variante.

Até o momento, foram registrados mais de 300 casos suspeitos e ao menos 80 mortes ligadas à doença, principalmente na província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo. Casos também foram identificados em Uganda, incluindo registros na capital Kampala.

A OMS informou que a situação ainda não é considerada uma pandemia, mas classificou o cenário como uma emergência internacional devido ao alto risco de propagação regional e às dificuldades enfrentadas pelas autoridades locais para conter o avanço do vírus.

Conflitos armados, deslocamento de pessoas e falta de estrutura de saúde na região dificultam o controle da doença.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a decisão busca acelerar a mobilização internacional de recursos, equipes médicas e apoio logístico para evitar que o surto saia do controle.

O ebola é uma doença grave e altamente contagiosa, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.

A taxa de mortalidade pode chegar a 80% em alguns surtos, segundo autoridades sanitárias internacionais.

Foto: Reprodução

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu Comentário

Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.