O muriqui-do-sul, maior primata das Américas e símbolo de São Francisco Xavier, distrito de São José dos Campos, é o foco de um trabalho científico que busca garantir a sobrevivência de uma das espécies mais ameaçadas de extinção do planeta.
Pesquisadores utilizam drones equipados com câmeras térmicas e outras tecnologias para localizar e monitorar grupos do primata nas áreas preservadas de Mata Atlântica da Serra da Mantiqueira. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre a população da espécie e fortalecer as ações de conservação.
A relação entre o distrito e o muriqui começou em 1991, quando uma população da espécie foi redescoberta na região. Três anos depois, o animal foi escolhido como símbolo oficial de São Francisco Xavier, tornando-se um dos principais representantes da identidade ambiental do local.
Conhecido pelo comportamento pacífico e pelos "abraços coletivos", o muriqui-do-sul pode chegar a 1,5 metro de altura, pesar cerca de 15 quilos e viver mais de 40 anos.
Além de ser o maior primata das Américas, desempenha um papel fundamental na manutenção da Mata Atlântica, contribuindo para a dispersão de sementes e a preservação da biodiversidade.
As pesquisas fazem parte do Programa Primatas, desenvolvido pela Prefeitura de São José em parceria com universidades e instituições de conservação. A tecnologia permite localizar animais em áreas de difícil acesso sem interferir no comportamento natural dos grupos.
Além do monitoramento científico, a preservação da espécie depende da proteção da Área de Proteção Ambiental (APA) de São Francisco Xavier e da participação da comunidade.
Moradores colaboram em ações de conservação, recuperação da vegetação nativa e incentivo ao turismo sustentável, transformando o distrito em uma referência nacional na proteção da Mata Atlântica.
Foto: Allan Souza
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