terça-feira, 21 de julho de 2026
Tecnologia

Meta agora monitora menores de idade com análise de altura e estrutura óssea

Sem reconhecimento facial, sistema varre fotos, vídeos e informações de perfil para identificar usuários com menos de 13 anos no Brasil

Meta agora monitora menores de idade com análise de altura e estrutura óssea
The girl takes a selfie. A girl with a phone. High quality photo. A girl at home takes a photo of herself with her phone. Foto: AquiVale/Imagens

A Meta anunciou, nesta terça-feira (5), o uso de inteligência artificial para identificar contas de menores de idade no Instagram e no Facebook. A tecnologia analisa características físicas dos usuários — como altura e estrutura óssea — visível em imagens, além de informações textuais dos perfis, para detectar pessoas com menos de 13 anos, idade mínima exigida pela empresa para criação de contas nas duas plataformas.

A novidade chega simultaneamente ao Brasil, aos Estados Unidos e à União Europeia.

Diferentemente de outras redes sociais que adotaram selfies ou documentos de identificação como forma de verificação, a Meta garante que o sistema não realizará reconhecimento facial. Segundo a empresa, a IA escaneia fotos e vídeos em busca de pistas visuais sobre a idade do usuário que informações textuais poderiam não captar.

Além das imagens, o sistema também analisa o perfil do usuário em busca de sinais contextuais — como publicações sobre aniversários, menções a notas escolares, postagens, comentários, biografias e legendas. A tecnologia já está sendo expandida para o Instagram Reels, o Instagram Live e grupos do Facebook.

Quando a IA identificar que uma conta pertence a um menor, ela será desativada automaticamente. O usuário terá a opção de enviar um comprovante de idade para evitar a exclusão definitiva.

A Meta reconhece que determinar a idade de alguém no ambiente digital "é um desafio complexo e de toda a indústria", citando casos em que menores de idade informam uma data de nascimento falsa ao criar suas contas. A empresa afirma estar investindo em tecnologia sofisticada justamente para contornar essa brecha.

Foto: Reprodução

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