Células da mãe podem passar para o organismo dos filhos durante a gravidez e permanecer nele por décadas. O fenômeno, chamado microquimerismo materno, ocorre quando células maternas atravessam a placenta e chegam ao corpo do bebê. Pesquisas já identificaram essas células em pessoas adultas, inclusive até os 49 anos.
Um estudo publicado em 2026 investigou a presença dessas células no cérebro humano. Os pesquisadores identificaram células de origem materna em 70% das amostras analisadas de pacientes submetidos a cirurgias para tratar epilepsia. Elas foram encontradas em diferentes regiões cerebrais e apresentaram características de neurônios e células de defesa, como a micróglia.
Os resultados indicam que as células maternas podem permanecer no cérebro por longos períodos e assumir diferentes funções celulares. No entanto, os cientistas ainda investigam o papel exato dessas células e suas possíveis consequências para a saúde.
A troca de células ocorre nos dois sentidos: células do bebê também podem passar para a mãe durante a gestação e permanecer em seu organismo por muitos anos. O fenômeno é estudado para compreender melhor o desenvolvimento do sistema imunológico e a relação entre gravidez e saúde ao longo da vida.
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