Março é conhecido como o Mês da Mulher, mas também marca a campanha Março Lilás, que chama atenção para a prevenção do câncer do colo do útero — um dos tipos mais frequentes entre as mulheres no Brasil.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tumor está entre os três mais comuns na população feminina, desconsiderando os casos de pele não melanoma. A principal causa é a infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano), vírus sexualmente transmissível responsável por praticamente todos os diagnósticos da doença.
A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. No entanto, a cobertura vacinal ainda não atinge a meta de 90% recomendada pelo Ministério da Saúde em diversas cidades do Vale do Paraíba, o que preocupa especialistas.
Segundo o oncologista Dr. Henrique Zanoni Fernandes, do Instituto de Oncologia do Vale, a prevenção passa principalmente por duas medidas: vacinação na idade adequada e realização regular do exame Papanicolau.
“O câncer do colo do útero é evitável na maioria dos casos. Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura são muito altas. Por isso, é fundamental manter os exames em dia e garantir a vacinação contra o HPV”, afirma.
Nos estágios iniciais, a doença costuma não apresentar sintomas. Em fases mais avançadas, pode causar sangramento fora do período menstrual, dor pélvica e corrimento anormal.
A orientação é que mulheres mantenham o acompanhamento ginecológico regular e que pais e responsáveis fiquem atentos ao calendário de vacinação dos filhos.
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