sábado, 22 de agosto de 2026
Meio Ambiente

Cultivos e criações de SJCampos que talvez você não conheça

Do ingá à rosa do deserto, passando pelo trutário e pela apicultura, conheça produções pouco conhecidas da zona rural joseense

Cultivos e criações de SJCampos que talvez você não conheça
Foto: Tv Câmara

Embora São José dos Campos seja conhecida principalmente pelo polo industrial e aeroespacial, boa parte do município ainda é zona rural. Segundo a Prefeitura, cerca de 70% do território da cidade está fora da área urbana, concentrado nas regiões norte e leste, onde produtores mantêm cultivos e criações pouco conhecidos do público em geral. Muitos desses processos foram registrados, há alguns anos, pelo programa "São José do Campo", da TV Câmara.

Entre os cultivos menos conhecidos está o ingá, fruto nativo pouco lembrado, mas rico em nutrientes. O nome tem origem indígena e remete à textura da polpa, adocicada e macia. Durante uma gravação do programa, um produtor mostrou o processo de colheita da vagem e destacou o sabor da fruta, que segundo ele desperta lembranças de infância entre quem já provou.

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Também na zona rural, mas na região leste, mais especificamente na Vila Tesouro, uma propriedade produz mandioca orgânica, sem uso de adubo químico. O produtor Flávio colhe cerca de 4 mil caixas por ano e comercializa a produção na Ceagesp e em estabelecimentos do setor de alimentação.

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Na mesma linha de produção orgânica, o morango cultivado na cidade passa por um processo totalmente artesanal. Cada muda leva, em média, de cinco a seis meses para produzir os primeiros frutos, entre o período em estufa e o tempo no canteiro de terra. Como as folhas da planta ainda são pequenas nessa fase, os pássaros costumam localizar os morangos com facilidade, o que exige atenção redobrada dos produtores na hora da colheita.

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Já entre as plantas ornamentais, um cultivo em destaque é a rosa do deserto, originária da África e do sudoeste asiático, produzida em Eugênio de Melo. A espécie exige pelo menos seis horas de sol direto por dia e regas moderadas, já que o excesso de umidade apodrece as raízes. O caule engrossado da planta, chamado caudex, funciona como reserva de água e permite que ela resista ao calor. Parte da produção é comercializada na Ceagesp, em São José dos Campos, e o restante é distribuído para outras regiões do país.

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Além dos cultivos, a zona rural também é palco de outras atividades agrícolas. Na região sudeste do município, um produtor rural cultiva 13 hectares de milho destinado à silagem, usada na alimentação do gado em confinamento, principalmente na pecuária leiteira, e como alternativa ao pasto em épocas de seca.

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Já na criação animal, a zona rural conta com um trutário em São Francisco Xavier, onde produtores se dedicam à piscicultura, atividade pouco associada à cidade. Na mesma região funcionam apiários responsáveis pela produção de mel, própolis e pólen, além do uso da cera de abelha na fabricação artesanal de sabonetes e velas — os próprios apicultores abriram as portas de suas propriedades para a equipe da TV Câmara registrar o processo.

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Por fim, a cidade abriga capris, propriedades voltadas à criação de cabras para produção de leite e queijo, atividade registrada oficialmente pela Prefeitura em estabelecimentos como o Laticínio Caetê e o Laticínio San Michele.

 

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