A cesta básica familiar voltou a ficar mais cara no Vale do Paraíba em maio de 2026, segundo levantamento mensal do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté. O custo médio regional subiu 1,11%, passando de R$ 2.904,18 em abril para R$ 2.936,31 em maio, um acréscimo de R$ 32,13 no orçamento das famílias. O resultado marca a quarta alta consecutiva e o maior percentual de aumento registrado desde março de 2025.
O movimento de elevação dos preços pesou diretamente no bolso das famílias da região. Em maio, o comprometimento médio da renda com a cesta chegou a 36,23%, ante 35,83% registrados em abril. Como não houve reajuste do salário mínimo no período, a parcela disponível para despesas como saúde, educação e transporte ficou ainda mais reduzida.
Entre os quatro municípios pesquisados, todos registraram alta. Taubaté liderou o aumento mensal, com variação de 2,03%, enquanto Caçapava apresentou o menor crescimento, de 0,26%. Campos do Jordão segue com a cesta mais cara da região, ao custo de R$ 3.123,59, ao passo que Taubaté manteve o menor valor, de R$ 2.863,78. A diferença entre as duas cidades chegou a R$ 259,81, ou 9,07%.
O grupo de alimentos continua sendo o principal responsável pela pressão sobre o orçamento familiar, representando 90,17% do valor total da cesta e registrando alta de 1,12% no mês. Os produtos que mais subiram foram batata inglesa (+63,36%), cebola (+24,92%), tomate (+13,70%), feijão carioca (+9,99%) e cenoura (+9,63%). Segundo o NUPES, fatores sazonais como períodos de entressafra, condições climáticas adversas e aumento dos custos logísticos explicam boa parte dessas variações.
Em contrapartida, alguns produtos registraram queda e contribuíram para aliviar parcialmente a pressão sobre as famílias. Abobrinha caiu 20,24%, mamão formosa recuou 9,12%, café moído cedeu 4,70%, mandioca baixou 3,86% e alface recuou 3,59%. Para o NUPES, os núcleos de alta se mostraram mais fortes do que os de queda, impactando negativamente o poder de compra dos consumidores.
No acumulado de 12 meses, entre maio de 2025 e maio de 2026, o custo médio regional da cesta avançou 0,77%, equivalente a R$ 22,42. O resultado indica uma retomada da elevação dos preços no horizonte anual após um período de maior estabilidade. A pesquisa é realizada quinzenalmente pelo NUPES em 16 supermercados de Taubaté, São José dos Campos, Caçapava e Campos do Jordão, considerando uma cesta com 44 produtos de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica para uma família de cinco pessoas.
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