Cinco meses após realizar o primeiro voo do protótipo, a subsidiária da Embraer responsável pelo desenvolvimento do chamado “carro voador” brasileiro deu mais um passo rumo à operação comercial da aeronave. A Eve Air Mobility anunciou nesta semana a conclusão da fase de testes de voo pairado e de baixa velocidade do eVTOL — sigla em inglês para aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical.
Os ensaios foram realizados na unidade da fabricante em Gavião Peixoto, no interior paulista, e envolveram manobras consideradas fundamentais para validar o comportamento da aeronave em situações de estabilidade, controle e segurança operacional. Durante os testes, o protótipo atingiu velocidades próximas de 37 km/h em deslocamento horizontal, além de executar comandos simultâneos nos quatro eixos de controle.
Segundo a Eve, a campanha acumulou dezenas de voos e mais de cem pontos de ensaio técnico, incluindo avaliações de fluxo de ar dos rotores, desempenho térmico, sistemas redundantes de controle e até demonstrações do sistema de pouso automático. A empresa afirma que os dados coletados permitirão ampliar gradualmente o envelope de voo da aeronave, etapa considerada decisiva para a certificação do modelo.
O próximo desafio agora será colocar o veículo em “voo de transição”, quando a aeronave deixa de operar como um helicóptero e passa a voar sustentada pelas asas, como um avião convencional. Essa fase está prevista para o segundo semestre de 2026 e é tratada internamente como um dos momentos mais complexos do programa de desenvolvimento.
A aposta da Eve é posicionar o Brasil entre os protagonistas da chamada mobilidade aérea urbana, mercado que vem atraindo investimentos bilionários em diversos países. O projeto da aeronave prevê capacidade para quatro passageiros e um piloto, autonomia aproximada de 100 quilômetros e níveis de ruído significativamente menores que os de helicópteros convencionais.
A futura fábrica do eVTOL será instalada em Taubaté, no Vale do Paraíba. De acordo com informações divulgadas pela empresa, já existem quase 3 mil encomendas da aeronave feitas por clientes de diferentes países, o que representa uma expectativa bilionária de receita para os próximos anos.
Comentários (4)
Maravilhoso magnífico esplendoroso de pensar que uma pessoa pode pegar o carro voador e chegar rápido em algum lugar sem trânsito não tem dinheiro no mundo que paga é genial tô louca pra andar de
Os caras Misturaram Helicóptero com avião e, estão falando q é um carro voador.
Pois é, não é um carro porque então possui rodas e nem anda nas estradas, ruas ou rodovias como como qualquer outro outro carro de verdade. Poderiam chamar até de drone, moto, triciclo, barco, patinete ou qualquer outra coisa, mas carro não é. Aliás, esse veículo lembra, e muito. o avião inglês Sea Harrier, que decola e pousa na vertical. a diferença entre os dois é o tipo de combustível usado para a locomoção e só. De resto. é uma AERONAVE, avião ou helicóptero, mas CARRO jamais.
Pois é, não é um carro porque então possui rodas e nem anda nas estradas, ruas ou rodovias como como qualquer outro outro carro de verdade. Poderiam chamar até de drone, moto, triciclo, barco, patinete ou qualquer outra coisa, mas carro não é. Aliás, esse veículo lembra, e muito. o avião inglês Sea Harrier, que decola e pousa na vertical. a diferença entre os dois é o tipo de combustível usado para a locomoção e só. De resto. é uma AERONAVE, avião ou helicóptero, mas CARRO jamais.
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