quinta-feira, 16 de julho de 2026
Brasil

Caneta emagrecedora brasileira terá teto de preço igual ao Ozempic, mas EMS promete valor menor ao consumidor

A expectativa é que algumas versões da caneta cheguem às farmácias custando entre R$ 700 e R$ 750, dependendo da dosagem

Caneta emagrecedora brasileira terá teto de preço igual ao Ozempic, mas EMS promete valor menor ao consumidor
Caneta emagrecedora brasileira terá teto de preço igual ao Ozempic, mas EMS promete valor menor ao consumidor AquiVale/Imagens

A chegada da primeira caneta brasileira à base de semaglutida ao mercado nacional já movimenta o setor farmacêutico e gera expectativa entre pacientes que utilizam medicamentos para diabetes e controle de peso. Apesar de a nova medicação ter recebido um teto de preço semelhante ao praticado atualmente pelo Ozempic e pelo Wegovy, a fabricante afirma que pretende vender o produto por um valor mais acessível.

O medicamento, chamado Ozivy, foi desenvolvido pelo laboratório brasileiro EMS e recebeu nesta semana o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A caneta utiliza o mesmo princípio ativo presente no Ozempic: a semaglutida, substância que auxilia no controle da glicemia e também ficou conhecida pelo uso associado à perda de peso.

Após a aprovação regulatória, a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) definiu que o preço máximo autorizado para a comercialização da versão nacional será de R$ 1.077,79 nas apresentações equivalentes às versões mais comuns do Ozempic e do Wegovy, sem considerar impostos. O valor final pode variar conforme a carga tributária de cada estado.

Mesmo com o teto estabelecido no mesmo patamar dos concorrentes, a EMS informou que pretende praticar preços cerca de 30% menores para ganhar espaço no mercado. Com isso, a expectativa é que algumas versões da caneta cheguem às farmácias custando entre R$ 700 e R$ 750, dependendo da dosagem e da política comercial adotada pela empresa.

A aprovação do Ozivy aconteceu pouco mais de dois meses após o fim da patente da semaglutida no Brasil. A quebra da exclusividade abriu espaço para que laboratórios nacionais passassem a desenvolver versões próprias do medicamento, ampliando a concorrência em um dos segmentos que mais cresceram nos últimos anos no mercado farmacêutico.

Segundo a Anvisa, o produto foi autorizado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, podendo ser utilizado em conjunto com dieta, exercícios físicos e outros medicamentos. A EMS também já sinalizou que pretende solicitar futuramente a ampliação da indicação para obesidade, assim como ocorre atualmente com o Wegovy.

Outro detalhe que chama atenção é a forma de armazenamento. Diferentemente do Ozempic, que pode permanecer fora da geladeira por um período após iniciado o uso, o Ozivy precisará permanecer refrigerado durante todo o tratamento, seguindo orientação do fabricante.

Especialistas avaliam que a entrada de versões nacionais da semaglutida pode ampliar o acesso ao tratamento, principalmente diante dos altos preços praticados atualmente pelas chamadas “canetas emagrecedoras”, que chegam a ultrapassar R$ 1 mil por unidade em algumas apresentações.

A EMS ainda não divulgou a data oficial para o início das vendas, mas a expectativa da empresa é que o produto esteja disponível nas farmácias brasileiras nas próximas semanas.

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