A Comissão Processante da Câmara de Caçapava, que investiga o prefeito Yan Lopes (Podemos) por supostas irregularidades no uso de R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito, começou a ouvir as testemunhas nesta quarta-feira (23).
Nesta quinta-feira (24), serão ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa. Após os dois dias de depoimentos, os vereadores vão avaliar se será necessário convocar outras pessoas para prestar esclarecimentos, segundo a presidente da comissão, vereadora Fran Miranda (PL).
A investigação foi aberta em 11 de agosto, depois que a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o recebimento de uma denúncia contra o prefeito. O processo apura a utilização de aproximadamente R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para o subsídio das tarifas do transporte público.
Os denunciantes questionam se a aplicação dos recursos seguiu as regras previstas na legislação. A Prefeitura de Caçapava, por sua vez, nega irregularidades e afirma que o dinheiro foi utilizado no transporte público com respaldo técnico e jurídico. A administração também defende que o subsídio ajudou a manter a tarifa de ônibus em R$ 4,20, sem repassar o custo aos passageiros.
Antes do início dos depoimentos, a comissão analisou a defesa apresentada por Yan Lopes e decidiu dar continuidade à investigação. O prefeito afirmou que os gastos tiveram respaldo da Procuradoria Municipal e de servidores de carreira, além de declarar que está à disposição da Câmara para prestar esclarecimentos.
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