Além dos prédios e avenidas que marcam a memória de São José dos Campos, a cidade também guarda parte de sua história em algumas árvores centenárias, protegidas por decretos municipais e reconhecidas como patrimônio ambiental. Ao todo, cerca de 300 árvores de 17 espécies diferentes têm proteção legal no município, sendo imunes a corte por decisão do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural (Comphac).
A mais famosa delas é a Árvore da Chuva, também conhecida como Chorona, localizada no Parque da Cidade, ao lado do Centro de Formação de Educadores (CEFE). Da espécie Samanea saman, ela entrou para o RankBrasil em 2017 como a maior árvore da espécie no país, com cerca de 40 metros de diâmetro de copa (a área formada pelo conjunto de galhos e folhas) e 14 metros de altura, o que resulta em uma sombra de quase mil metros quadrados. Estimada em cerca de 100 anos, a árvore foi tombada pela Prefeitura em 2012, e seu plantio é anterior à construção dos jardins projetados por Burle Marx no local, que antes abrigava a residência do empresário Olivo Gomes.
Outro símbolo da cidade é o Jequitibá-Rosa de Eugênio de Melo, na zona leste, com mais de 500 anos de idade, 27 metros de altura e 30 metros de diâmetro de copa. Protegida por decreto municipal desde 1993, a árvore já passou por dificuldades ao longo dos anos, incluindo um incêndio em abril de 2017 que danificou parte de sua estrutura. Desde então, a Prefeitura mantém monitoramento contínuo do exemplar, com aplicação de fungicida, colocação de cintas de contenção e, mais recentemente, plantio de mudas ao redor do tronco para formar uma barreira vegetal contra ventos fortes.
O Parque da Cidade também abriga um exemplar raro de baobá, espécie originária de Madagascar que pode viver até seis mil anos. A árvore foi plantada em dezembro de 2014 por alunos da rede municipal de ensino, com uma muda doada pela Fundação Bienal de São Paulo à Prefeitura, como parte de um projeto voltado à promoção da igualdade racial e ao ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas da cidade.
Já no Centro, o bairro Vila São Pedro é conhecido por abrigar um grande ipê amarelo, espécie que pode chegar a 30 metros de altura e quase 100 anos de idade. Desde 2009, o ipê amarelo é reconhecido por lei municipal como a árvore-símbolo de São José dos Campos, proposta pelo então vereador Dilermando Dié.
Na Zona Sul, a Avenida Andrômeda, no Jardim Satélite, tem como referência uma figueira guaranítica de raízes aéreas e copa (parte superior formada por galhos e folhas) com quase 20 metros de diâmetro, também protegida como patrimônio ambiental do município.
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