Clara Victória de Oliveira Palhares, de 17 anos, foi morta a facadas na noite de segunda-feira (31), em Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo. O caso é investigado como homicídio qualificado por motivo fútil e emboscada. Duas pessoas são investigadas e, até o momento, ninguém foi preso.
Segundo informações do boletim de ocorrência, apuradas pelo portal TH Mais, a adolescente chegou à UPA Sul, no bairro Perequê Mirim, por volta das 18h30, levada por um homem que estava em um Chevrolet Prisma prata. Ele disse aos funcionários que havia encontrado a jovem ferida na rua, mas deixou a unidade logo depois, alegando que precisava devolver o carro.
Clara já chegou sem vida ao hospital, com um ferimento profundo de faca no peito. O boletim também aponta que ela tinha um dente quebrado e marcas no pescoço, levantando a suspeita de que tenha ocorrido uma briga e possível estrangulamento antes da morte. As câmeras da UPA registraram a chegada do homem e as imagens foram recolhidas pela Polícia Civil.
A Polícia Militar já havia sido acionada para uma ocorrência de agressão em uma casa no bairro Travessão. Após saber da morte da adolescente, os policiais retornaram ao endereço e encontraram diversas manchas de sangue no imóvel, que pertence a um dos investigados, de 26 anos.
No local também estavam o celular de Clara, um travesseiro com sangue e uma garrafa de água sanitária, além de outros sinais que podem indicar uma tentativa de limpeza após o crime.
O pai do investigado, que mora no mesmo terreno, afirmou ter ouvido uma discussão na casa do filho. O celular da ex-nora dele, uma mulher de 21 anos também investigada, foi encontrado no imóvel e apreendido.
Uma faca que pode ter sido usada no crime foi recolhida pela perícia. O Chevrolet Prisma também foi localizado abandonado em frente à casa e será periciado.
Uma jovem que se apresentou como irmã de consideração de Clara relatou ao Conselho Tutelar que a adolescente havia se envolvido recentemente em uma discussão com uma mulher que suspeitava de um relacionamento entre ela e o namorado.
O relato foi repassado à polícia e poderá ajudar a esclarecer a motivação do crime. A investigação busca definir a dinâmica do homicídio e a participação dos dois suspeitos.
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