Uma família denunciou à polícia um caso de abuso sexual contra um menino de 12 anos no bairro Santa Inês, em São José dos Campos. Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o adolescente contou à mãe que teria sido vítima de abusos praticados pelo sogro dela, identificado como Jair Batista.
De acordo com o relato registrado pela mãe, o investigado não é avô biológico do menino, mas é pai do marido dela. Jair morava na parte de baixo do mesmo imóvel onde a família vivia, enquanto a mãe, o pai e os dois filhos moravam no andar de cima.
Ainda segundo o boletim, os pais trabalhavam e, em alguns períodos, as crianças ficavam sob os cuidados de Jair. A mãe relatou que somente tomou conhecimento da situação no dia 24 de agosto, quando o filho a procurou para contar o que estaria acontecendo.
No depoimento registrado na DDM, a mãe afirmou que o adolescente relatou que os abusos teriam ocorrido mais de uma vez. Segundo o relato, o menino teria contado que o investigado retirava suas roupas e praticava atos de natureza sexual, incluindo penetração, toques nas partes íntimas e apertões nas nádegas. O adolescente também teria dito que era orientado a não contar os fatos a outras pessoas.
O caso foi registrado no dia 25 de agosto como estupro de vulnerável. Conforme o boletim, foi expedida requisição para exame sexológico, mesmo com a informação de que os fatos teriam ocorrido cerca de um mês antes, com o objetivo de preservar eventual prova pericial.
Após tomar conhecimento da denúncia, Jair deixou a residência. Segundo o registro feito pelo Conselho Tutelar, a mãe informou que ele saiu de casa dizendo que não voltaria e que, naquele momento, seu paradeiro era desconhecido.
Segundo relatos da família, o homem estaria foragido e circulando pelas ruas de São José dos Campos. O documento registra que foram adotadas as providências de polícia judiciária cabíveis e que a intimação do investigado poderia ser realizada para que ele comparecesse à delegacia.
O caso teve um novo desdobramento no dia 27 de agosto. Segundo outro boletim registrado pela mãe, Jair teria feito ameaças após tomar conhecimento da denúncia contra ele. De acordo com o relato, o homem teria dito que colocaria fogo na residência caso fosse denunciado e, posteriormente, teria afirmado: “quem pisar o pé lá, eu vou matar todo mundo”.
A mãe informou à polícia que passou a temer pela própria integridade física e pela segurança dos familiares. Ela declarou que não conseguia retornar ao imóvel por causa das ameaças e pediu medidas protetivas de urgência, incluindo o afastamento do investigado da residência.
O Conselho Tutelar também orientou pelo afastamento do investigado e determinou encaminhamentos da família para serviços da rede de proteção, entre eles o CREAS, a UBS Santa Inês II, o CAPS Infantil e o Hospital Municipal.
A investigação está em andamento.
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