Os três filhotes de lobo-guará que recentemente passaram a encantar os visitantes do Zoológico de São Paulo já têm nomes. Após uma votação aberta ao público nas redes sociais, encerrada na segunda-feira (3), os irmãos foram batizados de Açaí, Guaraná e Cupuaçu, opção vencedora entre quatro combinações inspiradas na biodiversidade brasileira.
Além de Açaí, Guaraná e Cupuaçu, o público também podia escolher entre os conjuntos Araçá, Açaí e Buriti, Castanha, Baru e Amendoim e Cajá, Pequi e Murici. A enquete foi realizada no perfil oficial do zoológico no Instagram e reuniu milhares de votos.
Os filhotes nasceram em maio deste ano e passaram os primeiros meses de vida sob os cuidados da mãe, Pitanga, com acompanhamento de biólogos e veterinários. Na última semana, eles foram transferidos para um recinto aberto à visitação, onde agora podem ser observados pelos visitantes. Os irmãos são filhos de Pitanga e Caju, dois lobos-guará resgatados que, por diferentes motivos, não tinham condições de voltar à natureza e hoje participam do programa de conservação da espécie.
Esta é a segunda ninhada do casal e representa um importante avanço para a preservação do lobo-guará, animal classificado como vulnerável à extinção pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O programa é desenvolvido pelo Zoológico de São Paulo em parceria com o ICMBio, por meio do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Canídeos (PAN Canídeos), e com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).
Símbolo do Cerrado brasileiro e estampado na nota de R$ 200, o lobo-guará é o maior canídeo da América do Sul. Apesar da aparência semelhante à de uma raposa, trata-se de uma espécie única, de pernas longas, adaptada para caminhar pela vegetação alta do Cerrado. Sua alimentação é variada e inclui frutos, plantas, insetos e pequenos animais. Um dos alimentos mais importantes da dieta é a lobeira, fruto típico do bioma que também ajuda na dispersão de sementes.
Nas últimas décadas, a população da espécie vem sendo ameaçada principalmente pela destruição e fragmentação do Cerrado, pelos atropelamentos em rodovias, pelos incêndios florestais e pelos conflitos com atividades humanas. Por isso, o nascimento de filhotes em programas de conservação é considerado um passo importante para manter a diversidade genética da espécie e contribuir para sua sobrevivência no futuro.
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