terça-feira, 18 de agosto de 2026
Litoral norte

Três GCMs são afastados após suspeita de tortura durante abordagem em Caraguatatuba

Agentes são investigados pela Polícia Civil após vídeo de ocorrência circular nas redes sociais; Prefeitura abriu sindicância e determinou afastamento preventivo

Três GCMs são afastados após suspeita de tortura durante abordagem em Caraguatatuba
Reprodução

Três guardas civis municipais foram afastados preventivamente das atividades nas ruas de Caraguatatuba após um vídeo de uma abordagem circular nas redes sociais e levantar suspeitas de tortura física e psicológica contra uma moradora. O caso é investigado pela Polícia Civil e também será apurado pela Prefeitura.

As imagens mostram parte da ocorrência envolvendo a mulher e um dos agentes. O conteúdo passou a ser analisado pelas autoridades, que investigam as circunstâncias da abordagem e a possível participação dos envolvidos.

Além do inquérito policial, a Prefeitura abriu uma sindicância para apurar a conduta dos servidores. Segundo a administração municipal, os três GCMs identificados na ocorrência foram retirados das atividades operacionais enquanto as investigações estão em andamento.

A apuração também envolve denúncias de possíveis agressões, cobrança de valores, envolvimento com drogas e violência sexual, além da suspeita de tortura. Até o momento, as acusações ainda não foram confirmadas pelas autoridades.

Dos três agentes afastados, dois ocupam cargos comissionados e um é servidor efetivo, segundo a Prefeitura. A administração afirmou que não compactua com eventuais irregularidades cometidas por servidores e que adotará as medidas cabíveis caso as denúncias sejam comprovadas.

A Polícia Civil deve analisar as imagens, ouvir os envolvidos e reunir outros elementos para esclarecer o que ocorreu durante a abordagem. O afastamento dos guardas tem caráter preventivo e não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.

As investigações deverão apontar se houve crime e, em caso positivo, quem poderá ser responsabilizado. Até a conclusão das apurações, as suspeitas não significam comprovação das acusações contra os agentes.

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