Três guardas civis municipais foram afastados preventivamente das atividades nas ruas de Caraguatatuba após um vídeo de uma abordagem circular nas redes sociais e levantar suspeitas de tortura física e psicológica contra uma moradora. O caso é investigado pela Polícia Civil e também será apurado pela Prefeitura.
As imagens mostram parte da ocorrência envolvendo a mulher e um dos agentes. O conteúdo passou a ser analisado pelas autoridades, que investigam as circunstâncias da abordagem e a possível participação dos envolvidos.
Além do inquérito policial, a Prefeitura abriu uma sindicância para apurar a conduta dos servidores. Segundo a administração municipal, os três GCMs identificados na ocorrência foram retirados das atividades operacionais enquanto as investigações estão em andamento.
A apuração também envolve denúncias de possíveis agressões, cobrança de valores, envolvimento com drogas e violência sexual, além da suspeita de tortura. Até o momento, as acusações ainda não foram confirmadas pelas autoridades.
Dos três agentes afastados, dois ocupam cargos comissionados e um é servidor efetivo, segundo a Prefeitura. A administração afirmou que não compactua com eventuais irregularidades cometidas por servidores e que adotará as medidas cabíveis caso as denúncias sejam comprovadas.
A Polícia Civil deve analisar as imagens, ouvir os envolvidos e reunir outros elementos para esclarecer o que ocorreu durante a abordagem. O afastamento dos guardas tem caráter preventivo e não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
As investigações deverão apontar se houve crime e, em caso positivo, quem poderá ser responsabilizado. Até a conclusão das apurações, as suspeitas não significam comprovação das acusações contra os agentes.
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