segunda-feira, 7 de setembro de 2026
saúde

SUS vai oferecer três remédios de alto custo contra o câncer de pulmão a partir de outubro

A medida deve beneficiar cerca de 1,9 mil pessoas em todo o país

SUS vai oferecer três remédios de alto custo contra o câncer de pulmão a partir de outubro

Um tratamento que pode custar mais de R$ 600 mil por ano na rede particular passará a ser oferecido gratuitamente pelo SUS. A partir de outubro, pacientes com câncer de pulmão que atendam aos critérios do Ministério da Saúde poderão receber três novos medicamentos: brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe. A medida deve beneficiar cerca de 1,9 mil pessoas em todo o país.

A chegada dos medicamentos representa uma ampliação das opções de tratamento para pacientes que dependem da rede pública. A distribuição será feita de forma gradual, conforme as negociações com os fabricantes e a estrutura necessária para disponibilizar cada medicamento.

O brigatinibe e o gefitinibe são medicamentos em comprimidos usados em casos específicos de câncer de pulmão. Eles fazem parte das chamadas terapias-alvo, que atuam diretamente em alterações presentes nas células do tumor.

Já o durvalumabe é uma imunoterapia. O medicamento será usado em pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem passar por cirurgia. Ele ajuda o próprio sistema imunológico a combater as células do câncer.

O impacto financeiro para os pacientes é um dos principais pontos da medida. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento com durvalumabe pode ultrapassar R$ 643 mil por ano na rede privada. Já os tratamentos com brigatinibe e gefitinibe, somados, passam de R$ 604,2 mil anuais.

Na prática, a inclusão desses medicamentos significa que pacientes que não teriam condições de arcar com tratamentos tão caros poderão ter acesso às terapias pela rede pública, desde que estejam dentro dos critérios definidos pelo SUS.

A oferta faz parte da nova política de assistência farmacêutica em oncologia do Ministério da Saúde, criada para ampliar e organizar o acesso a medicamentos contra o câncer. A incorporação das terapias foi baseada em avaliações técnicas sobre eficácia, segurança e custo dos tratamentos.

A previsão é que os primeiros medicamentos comecem a chegar aos pacientes em outubro, mas a disponibilização será gradual e poderá ocorrer em momentos diferentes para cada tratamento.

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