domingo, 16 de agosto de 2026
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Sarampo: por que pessoas com 60 anos ou mais ficaram fora da vacinação em SP

Até o início dos anos 1990, eram registrados picos de transmissão a cada dois ou três anos

Sarampo: por que pessoas com 60 anos ou mais ficaram fora da vacinação em SP

O estado de São Paulo já registrou 23 casos de sarampo em 2026, e, diante do risco de disseminação da doença, a vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola passou a ser recomendada para pessoas de 6 meses a 59 anos que moram em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A faixa etária acima dos 60 anos ficou fora da vacinação indiscriminada, mas isso não significa que idosos estejam proibidos de receber o imunizante.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), a razão está relacionada à história da circulação do sarampo no Brasil. Pessoas que hoje têm 60 anos ou mais viveram em um período em que a doença era endêmica no país e circulava com frequência. Até o início dos anos 1990, eram registrados picos de transmissão a cada dois ou três anos.

A vacina contra o sarampo começou a ser utilizada no Brasil no fim da década de 1960, mas a aplicação ocorreu de forma descontínua durante muitos anos. Com isso, parte da população mais velha teve contato com o vírus ao longo da vida e desenvolveu uma imunidade natural considerada duradoura pela SES-SP.

A recomendação atual é uma estratégia de vacinação indiscriminada, adotada diante da confirmação de casos e do risco de transmissão nos três municípios. Por isso, pessoas de 6 meses a 59 anos devem procurar os serviços de saúde mesmo que já tenham recebido anteriormente as doses previstas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A exclusão dos idosos dessa estratégia, porém, não significa que eles nunca mais precisem ser vacinados. Em situações de bloqueio vacinal, quando há contato com um caso suspeito ou confirmado, pessoas com mais de 60 anos podem precisar ser imunizadas novamente, conforme avaliação dos profissionais de saúde. Trabalhadores da saúde que não tenham as duas doses recomendadas também podem ser incluídos nessa estratégia.

Nos demais municípios paulistas, a orientação é reforçar a verificação da situação vacinal, realizar busca ativa e atualizar doses atrasadas de acordo com a idade e o Calendário Nacional de Vacinação. Quem pretende viajar para São Paulo, Guarulhos ou São Bernardo do Campo e permanecer nesses municípios por mais de um dia também deve conferir a situação vacinal antes da viagem.

A vacina tríplice viral é contraindicada para gestantes, pessoas com imunodeficiência grave e indivíduos com histórico de alergia grave a componentes da fórmula. Mulheres que estão amamentando podem receber o imunizante normalmente, sem necessidade de interromper a amamentação.

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