domingo, 5 de julho de 2026
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Queijo Minas pode ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO ainda este ano

Caso aprovado, o Queijo Minas Artesanal se juntará a outros patrimônios brasileiros reconhecidos, como o samba de roda, o frevo e a roda de capoeira

Queijo Minas pode ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO ainda este ano
Queijo Minas pode ser reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO ainda este ano AquiVale/Imagens

O Queijo Minas Artesanal, símbolo da tradição gastronômica brasileira, pode receber o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO ainda este ano. A decisão será tomada na próxima reunião do Comitê Intergovernamental da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, marcada para ocorrer entre 1º e 7 de dezembro em Assunção, Paraguai. Caso aprovado, o queijo será o primeiro alimento brasileiro a integrar essa lista.

O Queijo Minas Artesanal tem raízes profundas na história de Minas Gerais, com um processo de produção artesanal que remonta ao século XVIII. Reconhecido como patrimônio cultural do estado em 2002 e nacional em 2008, ele carrega técnicas e tradições passadas por gerações. Sua candidatura à UNESCO foi proposta pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com apoio de associações locais e da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o papel desse reconhecimento em valorizar a diversidade e riqueza cultural brasileira. Segundo ela, o modo de fazer do Queijo Minas reflete a identidade e as características da região e de seu povo.

Processo de candidatura e próximos passos
Para ser considerado pela UNESCO, o bem cultural precisa atender a critérios como reconhecimento prévio em âmbito nacional, existência de um plano de salvaguarda e apoio da comunidade que o produz. Caso aprovado, o Queijo Minas Artesanal se juntará a outros patrimônios brasileiros reconhecidos, como o samba de roda, o frevo e a roda de capoeira.
Se confirmado, o título pode ampliar a visibilidade internacional do queijo e fortalecer sua produção e comercialização, gerando benefícios econômicos e culturais para as comunidades mineiras. Além disso, ele entrará para a seleta lista de alimentos reconhecidos pela UNESCO, que já inclui a arte do pizzaiolo napolitano e o café árabe.

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