O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), afirmou estar “indignado” com a ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que o acusa de suposto nepotismo afetivo.
Em entrevista ao Jornal CBN Vale, nesta segunda-feira (8), Anderson declarou que não ocupava o cargo de prefeito em 2017, período citado na ação, e sustentou que não houve dolo em sua conduta.
Segundo o Ministério Público, Anderson nomeou a enfermeira Milena Guimarães Coelho, com quem teria mantido um relacionamento amoroso, para cargos comissionados e funções de confiança entre 2017 e 2025.
De acordo com a Promotoria, as nomeações ocorreram em diferentes fases da trajetória política do atual prefeito, quando ele atuou como secretário da gestão de Felicio Ramuth (MDB), vice-prefeito e, posteriormente, prefeito de São José dos Campos.
O MP sustenta que as indicações teriam violado os princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública, configurando favorecimento indevido em razão de vínculo afetivo.
A investigação ganhou força após a entrega de documentos, mensagens e comprovantes de viagens ao Ministério Público por Sheila Thomaz Ferreira, ex-esposa de Anderson Farias.
Conforme a Promotoria, o material indicaria a existência do relacionamento entre o prefeito e a servidora, além de possíveis benefícios concedidos a ela. Anderson e Sheila anunciaram a separação em outubro de 2025.
Na ação, o Ministério Público pede a anulação das nomeações, a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, além da suspensão dos direitos políticos do prefeito e da aplicação de multas.
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