quarta-feira, 23 de setembro de 2026
ENERGIA

Por causa do El Niño, EDP antecipa Plano Verão no Vale e região

Concessionária prevê reforço de equipes, monitoramento climático e investimentos de R$ 5 bilhões até 2030

Por causa do El Niño, EDP antecipa Plano Verão no Vale e região

A partir das previsões da forte influência do fenômeno El Niño, a EDP antecipou a execução do Plano Verão 2026/2027 para reforçar a rede elétrica e preparar a operação para o período de chuvas e eventos climáticos extremos.

O projeto foi apresentado nesta terça-feira (22), no Centro de Operações Integradas da concessionária, em São José dos Campos.

A iniciativa atende mais de 2,2 milhões de clientes em 28 municípios do estado de São Paulo, incluindo cidades do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Alto Tietê e Guarulhos.

A programação prevê monitoramento meteorológico antecipado e em tempo real, reforço das equipes de campo, treinamento de profissionais, simulados e integração com órgãos como Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e prefeituras.

Segundo a EDP, a estratégia busca reduzir os impactos de temporais sobre o fornecimento de energia e agilizar a recuperação da rede em caso de interrupções.

“O El Niño, na nossa região, tem previsão de aumentar a temperatura. Com temperatura elevada, a gente tem chances de termos chuvas, ventos e raios. Com isso, a gente tem que estar preparado”, disse Dyogenes Rosi, diretor-presidente de distribuição da EDP

Segundo o executivo, a empresa prevê investimentos de R$ 5 bilhões entre 2025 e 2030 nas cidades onde atua no estado de São Paulo. O valor representa um aumento de aproximadamente 30% em relação ao ciclo anterior.

Atualmente, cerca de 80% dos clientes da área de concessão são atendidos pelo sistema chamado self-healing. A tecnologia identifica falhas, isola os trechos afetados e pode restabelecer automaticamente o fornecimento para consumidores atendidos por circuitos alternativos.

O fenômeno El Niño, já está trazendo diversas consequências, como chuvas acima do normal, tempestades e quedas de barreiras. A previsão é de que ele se intensifique ao longo dos meses e chegue ao seu pico em dezembro, podendo ser o mais forte registrado nos últimos 70 anos.

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