O Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos, passa a receber, a partir da segunda-feira (19), encontros voltados a mães atípicas. A iniciativa, batizada de Rede de Apoio – Mães Atípicas SJC, foi aprovada pela curadoria do parque e deve se tornar mensal. A participação é gratuita.
O primeiro encontro acontece às 18h, no Quiosque Alfredo Galvão. A proposta é oferecer acolhimento, escuta qualificada e rodas de conversa a mães que, muitas vezes, enfrentam falta de informação sobre os cuidados com os filhos e sobre onde buscar ajuda para garantir o bem-estar deles. Os encontros também incluem palestras dialogadas, oficinas e dinâmicas.
O público principal são mães de crianças com síndrome de Down e transtorno do espectro autista (TEA), mas o projeto também contempla pais, familiares, responsáveis e cuidadores de pessoas com deficiência. A iniciativa considera ainda adultos atípicos que, dependendo da condição, podem precisar de acompanhamento e assistência ao longo da vida. Não é exigido laudo médico para participar, e há prioridade para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Cuidado com quem cuida
Segundo o projeto, a sobrecarga emocional, social e financeira é frequente entre mães atípicas, que lidam com consultas, terapias, medicações e burocracias. A proposta é criar um espaço seguro para reduzir o isolamento, incentivar o autocuidado e ampliar o acesso à informação e aos direitos das famílias.
Equipe voluntária
A iniciativa é coordenada por Roberta de Oliveira, educadora social, arte-educadora e mãe atípica. Todos os profissionais envolvidos atuam de forma voluntária e integram uma equipe multidisciplinar formada por:
Larissa Gaia, terapeuta ocupacional; Luara Aragoni, psicóloga comportamental; Camila Oliveira Morselli, psicóloga com formação em psicanálise; Benjamin Gomes, fonoaudiólogo; Cinthia Specian, neuropediatra; Sirlei Mariano e Fabiana, assistentes sociais, sendo Fabiana da área de economia solidária; Pamela Souza, professora de Língua Portuguesa e Literatura e especialista em educação especial e inclusiva; e Juliana Montanari, gestora de projetos sociais, facilitadora e escritora.
Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu Comentário
Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.