segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Navio brasileiro faz primeira viagem com tripulação 100% feminina

Construído pelo Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), o navio recebeu um investimento de aproximadamente R$ 450 milhões e faz parte do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação e ampliação da frota de apoio marítimo

Navio brasileiro faz primeira viagem com tripulação 100% feminina

O Starnav Elektra, primeiro navio brasileiro a realizar uma viagem com tripulação formada exclusivamente por mulheres, concluiu sua primeira operação nesta semana, em um marco para a Marinha Mercante do país. Com 16 mulheres a bordo, incluindo a comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, a embarcação saiu de Santa Catarina com destino ao Rio de Janeiro e seguirá para operações de apoio às plataformas de petróleo nas bacias brasileiras.

Construído pelo Estaleiro Detroit, em Itajaí (SC), o navio recebeu um investimento de aproximadamente R$ 450 milhões e faz parte do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação e ampliação da frota de apoio marítimo. O Starnav Elektra é uma embarcação do tipo PSV (Platform Supply Vessel), utilizada no transporte de equipamentos, materiais e suprimentos para plataformas de petróleo.

A viagem inaugural ganhou destaque pela composição da equipe, formada integralmente por mulheres em diferentes funções a bordo. A iniciativa amplia a visibilidade da participação feminina em atividades da Marinha Mercante, setor historicamente marcado pela predominância masculina.

O navio também conta com tecnologias voltadas à eficiência energética, incluindo bancos de baterias e sistemas de monitoramento do consumo de combustível. Esses recursos fazem parte do projeto da embarcação para apoiar as operações offshore com soluções tecnológicas voltadas à redução do impacto ambiental.

Após a primeira viagem, o Starnav Elektra foi batizado em uma cerimônia realizada em 17 de setembro, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. A embarcação seguirá para atuar no apoio às plataformas de petróleo nas bacias brasileiras, integrando a frota utilizada nas operações offshore.

 

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