A música pode estimular memória, emoções, aprendizado e coordenação motora, além de auxiliar no tratamento de doenças como depressão, Alzheimer e Parkinson. Estudos divulgados pela Universidade de São Paulo apontam que a prática musical provoca mudanças no cérebro, fortalece conexões neurais e contribui para a saúde mental, o desenvolvimento infantil e a reabilitação neurológica.
De acordo com o pesquisador da Universidade Federal de São Paulo Mauro Muszkat, a música provoca alterações no funcionamento do cérebro e do corpo, influenciando o ritmo cardíaco, a respiração e até os estímulos elétricos cerebrais. Segundo ele, diferentes estilos musicais despertam emoções, lembranças e sensações distintas, atuando diretamente sobre o comportamento humano.
Muszkat também explica que a prática musical ativa diversas regiões do cérebro ao mesmo tempo, incluindo áreas ligadas à emoção, memória, linguagem e movimentos. Estruturas como hipocampo, amígdala e cerebelo trabalham de forma integrada durante a experiência musical. Além dos impactos emocionais, tocar instrumentos também pode trazer benefícios cognitivos, estimulando coordenação motora, atenção e planejamento, além de fortalecer a neuroplasticidade — capacidade do cérebro de criar novas conexões e se adaptar a estímulos.
O pesquisador destaca ainda que a música pode ser uma importante ferramenta no desenvolvimento infantil.
Segundo ele, crianças costumam se expressar melhor por meio dos sons e da musicalidade do que apenas pelas palavras, o que torna a prática musical um recurso auxiliar para pessoas com transtornos como déficit de atenção, dislexia, autismo e depressão.
A música também vem sendo utilizada como ferramenta terapêutica. De acordo com Muszkat, ela auxilia no engajamento de pacientes, melhora o humor e pode contribuir para processos de reabilitação física e emocional.
Em casos de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, atividades musicais ajudam a estimular memórias, movimentos e interações sociais.
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