Uma menina de 4 anos, atacada por um pit bull no quintal de casa, em Goiânia (GO), terá que passar por uma cirurgia para reconstruir o couro cabeludo. Evellyn Catheryne sofreu ferimentos graves na cabeça durante o ataque e está internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
O ataque aconteceu na última sexta-feira (7), enquanto os pais da menina preparavam o almoço. Segundo a mãe, Monyki Rayanna dos Santos Oliveira, Evellyn foi até o quintal para pegar uma roupa que havia caído do varal. O cachorro, que pertence ao proprietário do imóvel onde a família mora, estava solto no momento.
Ao ouvirem os gritos, os pais correram para o quintal e encontraram a criança sendo atacada pelo animal. O pai conseguiu afastar o pit bull, mas, segundo o relato da mãe, o cachorro voltou a avançar contra a menina. Durante o ataque, parte do couro cabeludo de Evellyn foi arrancada.
De acordo com a família, os médicos ainda avaliam qual técnica será utilizada para reconstruir a região atingida. Uma das possibilidades é estender o couro cabeludo saudável para cobrir a área lesionada. Caso o procedimento não seja viável, poderá ser necessário retirar pele de outra parte do corpo para realizar um enxerto.
A mãe também teme que as marcas deixadas pelo ataque afetem a autoestima da filha no futuro. Segundo ela, além da preocupação com a recuperação, a família enfrenta dificuldades financeiras para arcar com os custos do tratamento.
A família havia se mudado de Jataí para Goiânia cerca de 15 dias antes do ataque. Segundo Monyki, o cachorro não apresentava comportamento agressivo anteriormente e costumava permanecer preso.
O Hugol informou que Evellyn está internada na Enfermaria Pediátrica, em estado geral estável, consciente e respirando espontaneamente. Ainda não há previsão de alta, devido à necessidade de cirurgia e ao período de recuperação.
A mãe afirma que, apesar da gravidade dos ferimentos, a menina está se alimentando e brincando normalmente. O tutor do cachorro, segundo a família, tem prestado assistência e deve ajudar com os custos do tratamento.
Com informações do g1.
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