sábado, 1 de agosto de 2026
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Mais de 60 entregadores fazem protesto por melhores condições de trabalho em São José dos Campos

Manifestação ocorreu nesta sexta-feira (31) e faz parte de mobilização nacional da categoria por melhores taxas, segurança e regulamentação do trabalho por aplicativos

Mais de 60 entregadores fazem protesto por melhores condições de trabalho em São José dos Campos

Mais de 60 entregadores por aplicativo participaram de uma manifestação na tarde desta sexta-feira (31), em São José dos Campos, em defesa de melhores condições de trabalho e de mudanças nas regras para a atividade. O ato foi organizado pelo Coletivo de Entregadores de São José dos Campos e integrou uma mobilização nacional da categoria.

A concentração começou por volta das 14h na Praça São Dimas, na região central. Às 15h30, os participantes saíram em comboio pelas ruas e avenidas das regiões central, oeste e sul da cidade. O protesto ocorreu de forma pacífica e teve acompanhamento da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar e agentes de trânsito.

Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão uma remuneração mínima de R$ 10 por entrega e o pagamento de R$ 2,50 por quilômetro adicional percorrido. Os entregadores também defendem regras que aumentem a proteção e a valorização dos profissionais que dependem dos aplicativos para trabalhar.

Os valores não surgiram apenas da mobilização local. A remuneração mínima de R$ 10 e o adicional de R$ 2,50 por quilômetro estão entre os pontos discutidos na proposta de regulamentação do trabalho por plataformas digitais em tramitação no Congresso Nacional. O governo federal defende esses valores como referência para a remuneração dos trabalhadores.

A manifestação ocorre em meio à discussão nacional sobre a regulamentação do trabalho realizado por meio de plataformas digitais.

Na Câmara dos Deputados, o PLP 152/2025 trata da regulamentação dos serviços de transporte e entrega intermediados por plataformas digitais. O texto mantém a autonomia dos trabalhadores, mas prevê regras relacionadas à remuneração, previdência e outras garantias. A proposta ainda está em tramitação e, portanto, as regras discutidas não estão valendo como uma nova legislação nacional.

A discussão é diferente da regulamentação da profissão de motoboy. A atividade já possui regras estabelecidas pela Lei Federal nº 12.009/2009, que regulamenta o trabalho de mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete e estabelece requisitos relacionados à atividade e à segurança.

O debate atual busca adaptar essas regras à realidade dos profissionais que trabalham por meio de aplicativos, que passaram a ter uma presença cada vez maior no setor de entregas.

Os entregadores argumentam que a remuneração precisa considerar os custos envolvidos no trabalho. Além do valor recebido por cada corrida, os profissionais precisam arcar com despesas como combustível, manutenção da motocicleta, pneus, equipamentos e outros custos relacionados ao veículo.

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