A Doceria da Rebeka, maior fábrica de pudim do mundo com sede em São José dos Campos, deve inaugurar as novas instalações em dezembro deste ano. O investimento gira em torno de R$ 11 milhões e inclui obras, equipamentos e máquinas.
De acordo com Rebeca Soares, atualmente são produzidos 180 mil unidades de pudins por dia. A ampliação elevará a produção mensal de 4 milhões de unidades para cerca de 7 milhões.
"Quando estivermos na capacidade máxima, vamos produzir 32 milhões de unidades por mês. A gente almeja chegar no Brasil todo. O meu sonho é chegar no Norte e Nordeste", disse a empresária.
A expansão também prevê ampliar a geração de empregos. A empresa possui 68 colaboradores e a projeção é alcançar aproximadamente 200 funcionários.
Além do alcance nacional, a nova unidade também foi planejada para atender exigências internacionais, abrindo caminho para exportações futuras.
"Tenho planos para o futuro. Estamos conversando com o mercado do Estados Unidos e estamos nos preparando. Mas isso ainda vai demorar um pouco", afirmou Rebeca.
Pudim da Rebeka no Rock in Rio
O Pudim da Rebeka está disponível para compra em uma rede de mercado de autosserviço no Rock in Rio. A empresária disse que firmou uma parceria com a Peggô Market. O container com os produtos fica no Bar 5, ao lado esquerdo do Palco Mundo na Cidade do Rock.
"Nosso pudim está no Rock in Rio! Ver a Doceria da Rebeka fazendo parte de um evento desse tamanho é uma conquista que a gente tinha que compartilhar com vocês. Tem muito trabalho e muita gente boa por trás de cada pudim".
História de empreendedorismo
Antes de se tornar uma das maiores produtoras de pudim do país, Rebeca trabalhou 17 anos em uma pastelaria e doceria no Mercado Municipal, negócio construído ao lado do pai.
“Eu comecei no Mercado Municipal em 2003. Eu tinha uma banca pequenininha, depois meu pai comprou uma banca maior. Fiquei lá até 2020”, relembra.
A fábrica de pudim começou a ganhar forma no fim de 2019, após pedidos de comerciantes interessados em vender os produtos em restaurantes e outros estabelecimentos. O início da operação coincidiu com um dos períodos mais difíceis de sua trajetória.
Em fevereiro de 2020, Rebeca sofreu um grave acidente com queimaduras em 40% do corpo e precisou ficar hospitalizada por 40 dias. Quando voltou para casa, houve a pandemia de covid-19 e uma queda no faturamento da empresa.
Além da retração do mercado, a empresa enfrentou problemas elétricos, equipamentos danificados e falta de recursos para investimentos. Mesmo diante dos obstáculos, a empresária afirma que a empresa encontrou apoio em familiares, fornecedores e parceiros.
O galpão inicial de 300 metros quadrados foi substituído por estruturas maiores, a produção aumentou e a marca ampliou sua presença para oito estados brasileiros. Hoje, a empresa afirma que é a maior fábrica de pudins do mundo em volume de produção.
Foto: Aqui Vale
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