O ex-prefeito de São José, Carlinhos Almeida foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, no caso “bolsa esposa”, conhecido em 2016 mostrando que aliados do PT haviam sido exonerados para disputar as eleições e, em seguida, tiveram as companheiras nomeadas para os mesmos cargos, mantendo os salários no núcleo familiar.
Além de Carlinhos, mais 14 ex-funcionários foram condenados à suspensão dos direitos políticos por cinco anos, ao pagamento de cinco salários como multa (cada um) e ao ressarcimento integral do dano aos cofres públicos, que será apurado posteriormente.
A decisão afirma que uma mulher nomeada para o cargo de gerente de programas na Secretaria Especial de Defesa do Cidadão tinha experiência profissional ligada ao comércio, sem qualificação compatível com as funções de chefia e coordenação exigidas pelo posto.
Carlinhos afirmou que apresentará recurso. "Nossa defesa está analisando a decisão do Tribunal de Justiça e vamos recorrer conforme prevê a lei, já que entendemos que todo o processo de contratação foi correto e que todas as pessoas prestaram serviço à população".
Entre os condenados estão o ex-prefeito, Carlinhos Almeida, além de Gilson Machado da Costa, Maria Lucia Raymundo da Costa, Roberto Feltrin, Aparecida da Silva Montovani Feltrin, Alexssander de Oliveira, Valeria Soares de Oliveira, Paulo Roberto da Silva, Luci Mara Aparecida Ribeiro, João Marcelo da Silva, Érica Aparecida da Silva, João Batista da Cunha, Andreia Aparecida do Carmo, Cláudio Silva Capucho e Rosana Ferraz Capucho.
"Os múltiplos indícios atinentes à ausência de prestação de serviços constantes do feixe de atribuições dos cargos, concatenados às demais provas produzidas nos autos, considerando, ainda, a falta de hipóteses que pudesse justificar a conduta dos réus, são mais do que suficientes para impor a condenação de todos os réus", concluiu o relator.
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