O Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, registrou no último fim de semana a quinta doação de órgãos. A doação ocorreu após a confirmação da morte encefálica de um jovem de 20 anos.
Com a autorização da família, foram captados o fígado e os dois rins, totalizando três órgãos que irão beneficiar e transformar a vida de três pacientes que aguardavam na fila de transplantes.
O procedimento foi conduzido pela equipe médica da Organização de Procura de Órgãos (OPO), em parceria com profissionais do Hospital Municipal, seguindo rigorosamente todos os protocolos técnicos, éticos e legais estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Um dos momentos mais marcantes do processo foi a homenagem prestada ao doador. Familiares e colaboradores do hospital formaram um corredor de aplausos durante o trajeto entre a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Centro Cirúrgico, onde foi realizada a captação dos órgãos.
Balanço do ano
Com esta captação, o Hospital Municipal soma cinco doações efetivadas neste ano, totalizando 28 órgãos e tecidos captados: 3 corações, 2 pulmões, 5 fígados, 10 rins e 8 córneas. Neste ano, a unidade mantém uma taxa de aceite familiar em torno de 67%, índice acima da média nacional.
Processo de doação
A doação de órgãos só pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica, diagnóstico realizado conforme critérios rigorosos definidos pela legislação brasileira.
Após essa confirmação, a família é acolhida e informada sobre a possibilidade da doação. Havendo autorização formal, o Hospital Municipal notifica a Organização de Procura de Órgãos (OPO), responsável por coordenar e viabilizar todo o processo de captação.
Integrante do Sistema Nacional de Transplantes, a OPO atua em conjunto com a Central de Transplantes para garantir que todas as etapas ocorram dentro dos critérios legais, éticos e médicos. No Vale do Paraíba, a organização responsável pelo atendimento da região é vinculada à Unicamp, em Campinas.
O Hospital Municipal esclarece que a doação de órgãos é um procedimento seguro e depende exclusivamente da autorização da família. Por isso, conversar sobre o assunto e manifestar, ainda em vida, o desejo de ser doador é fundamental para facilitar essa decisão e ampliar as chances de salvar outras vidas.
Foto: Divulgação
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