domingo, 20 de setembro de 2026
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Casos de câncer podem crescer 67% até 2050, segundo a OMS

No Vale do Paraíba, o envelhecimento populacional também coloca o câncer entre os problemas de saúde que exigem atenção

Casos de câncer podem crescer 67% até 2050, segundo a OMS

O número de novos casos de câncer no mundo pode aumentar 67% até 2050, passando de 20,6 milhões para 34,4 milhões de diagnósticos por ano. A projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) chama atenção para o avanço da doença e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

O crescimento está relacionado principalmente ao aumento e ao envelhecimento da população. Fatores como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo e alimentação inadequada também contribuem para o risco de desenvolver a doença.

No Vale do Paraíba, o envelhecimento populacional também coloca o câncer entre os problemas de saúde que exigem atenção. Para o oncologista clínico Henrique Zanoni Fernandes, do Instituto de Oncologia do Vale (IOV), identificar a doença nos estágios iniciais pode aumentar as chances de cura e reduzir a necessidade de tratamentos mais agressivos.

“Os avanços da medicina têm permitido tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes, mas o momento em que o câncer é identificado continua fazendo uma diferença fundamental”, explica o médico.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou cerca de 704 mil novos casos por ano no triênio 2023–2025. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, os tipos mais frequentes são os cânceres de mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago.

Embora nem todos os tumores possam ser evitados, algumas medidas ajudam a reduzir os riscos. Entre elas estão não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, proteger a pele do sol e manter as vacinas contra HPV e hepatite B em dia.

Os exames preventivos também são importantes e devem seguir as recomendações para cada faixa etária. Alterações persistentes, como emagrecimento sem causa aparente, sangramentos, nódulos, mudanças no hábito intestinal, tosse ou rouquidão prolongada e feridas que não cicatrizam, precisam ser investigadas.

Esses sinais não significam necessariamente que a pessoa tenha câncer, mas não devem ser ignorados quando persistem.

“Informação, prevenção e atenção ao próprio corpo são fundamentais para que o diagnóstico aconteça o mais cedo possível”, orienta o oncologista.

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